Cidades & Região / Nova Andradina
Acusado de matar homem a pauladas é condenado a 2 anos e 4 meses em Nova Andradina
Tribunal do Júri desclassificou acusação de homicídio qualificado para culposo; Antônio Junior de Araújo cumprirá pena em regime semiaberto
Da Redação
Antônio Junior de Araújo, de 43 anos, acusado de matar Alessandro Augusto Miranda, de 39 anos, foi condenado a 2 anos e 4 meses de detenção, em regime inicial semiaberto. O julgamento ocorreu na tarde desta quarta-feira (21), no Tribunal do Júri da Comarca de Nova Andradina.
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Durante a sessão, os jurados desclassificaram a acusação de homicídio qualificado para homicídio culposo, quando não há intenção de matar. O réu foi representado pela Defensoria Pública.
O crime
Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o crime ocorreu após uma discussão entre Antônio e Alessandro. Durante o desentendimento, o acusado teria agredido a vítima com um pedaço de madeira, além de socos e chutes.
Alessandro sofreu ferimentos graves e morreu em decorrência das agressões. Após o episódio, Antônio teria deixado o local, sendo posteriormente localizado pela Polícia Militar em um posto de combustíveis.
Julgamento ocorreu na tarde desta quarta-feira (21), no Tribunal do Júri da Comarca de Nova Andradina - Fotos: Jornal da Nova
Na denúncia, o Ministério Público sustentou que o homicídio havia sido praticado com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, circunstâncias que fundamentaram a acusação de homicídio qualificado.
Entretanto, durante o julgamento, o Conselho de Sentença afastou a classificação inicial, resultando na condenação por homicídio culposo.
Com a decisão, Antônio Junior de Araújo recebeu pena de 2 anos e 4 meses de detenção, a ser cumprida inicialmente em regime semiaberto, conforme a sentença.
Apesar da condenação ao regime semiaberto, Antônio não será colocado em liberdade imediatamente, uma vez que o juiz da execução penal suspendeu a progressão de regime. A previsão é de que a comunicação sobre a soltura leve aproximadamente dois meses para chegar ao juízo da execução penal, período em que a situação prisional do condenado deverá ser reavaliada.
O julgamento foi presidido pelo juiz Juliano Luiz Pereira, responsável pela Vara Criminal e pelo Tribunal do Júri.
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