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Ministério Público recorre para manter internação de adolescentes investigados no caso Lívia
Órgão pede ao Tribunal de Justiça o restabelecimento da internação provisória de cinco adolescentes investigados pela morte de Lívia Cioca Ferreira, de 13 anos
Da Redação
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) ingressou com recurso para tentar restabelecer a internação provisória de cinco adolescentes investigados por envolvimento na morte de Lívia Cioca Ferreira, de 13 anos, ocorrida em junho de 2026.
O agravo de instrumento, com pedido de tutela de urgência, foi apresentado pela 4ª Promotoria de Justiça de Naviraí ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). O MPMS busca reverter a decisão que determinou a liberação dos investigados após o término do prazo da medida cautelar.
Segundo o Ministério Público, a gravidade dos fatos, a complexidade das investigações e a proximidade da sentença justificariam a manutenção da internação até a conclusão do processo socioeducativo.
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As investigações apontam para a existência de grupos organizados em plataformas digitais, com divisão de tarefas e hierarquia. Conforme o MPMS, integrantes desses grupos estariam relacionados a práticas de violência psicológica, automutilação, crueldade contra animais e indução de adolescentes vulneráveis a comportamentos autodestrutivos.
O órgão afirma que a investigação exigiu análise de grande volume de material digital, perícias complexas e cooperação entre autoridades de diferentes estados e também do exterior.
Paralelamente ao recurso, o MPMS apresentou duas representações para aplicação de medidas socioeducativas. A primeira envolve cinco adolescentes apontados como integrantes e administradores dos grupos virtuais “PROXY” e “SNAK4”. A segunda incluiu outros seis adolescentes identificados em diferentes estados do País.
De acordo com as representações, os investigados teriam participado da organização de ambientes virtuais usados para transmissões e desafios envolvendo violência e pressão psicológica.
O MPMS sustenta que Lívia foi submetida a sucessivos constrangimentos e instigações em plataformas digitais antes de sua morte. As circunstâncias e a eventual responsabilidade individual dos investigados permanecem submetidas à análise da Justiça.
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