Acusado de matar segurança nova-andradinense a tiros vai a júri popular nesta quinta em Ivinhema

Réu responde por homicídio qualificado após crime ocorrido durante festa de aniversário de 60 anos do município, em novembro de 2023

Da Redação


O Tribunal do Júri da comarca de Ivinhema realiza nesta quinta-feira (12), às 8h30, uma sessão extraordinária para julgar José Edilson da Silva Cordeiro, de 46 anos, acusado de matar a tiros o segurança Vitor Hugo Branquinho Camargo durante um evento público realizado na cidade.

Leia também

| Homem acusado de matar segurança de Nova Andradina a tiros vai a júri popular

SIG investiga furto de celular de segurança nova-andradinense morto a tiros em Ivinhema

Tio e sobrinho estão presos pelo assassinato do segurança nova-andradinense ocorrido em Ivinhema

Segurança e morador de Nova Andradina é morto a tiros durante festa em Ivinhema

De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual, que o Jornal da Nova teve acesso, o crime ocorreu na madrugada de 11 de novembro de 2023, por volta das 3h20, na Praça de Eventos, localizada na Avenida Ronaldo Padovan Branquinho, na região central do município, onde acontecia a comemoração pelos 60 anos de Ivinhema.

Segundo os autos, momentos antes do crime houve um desentendimento envolvendo a equipe de segurança da festa e Eugênio dos Santos da Silva, sobrinho do acusado, que teria sido retirado do local por estar sem camiseta, o que contrariava as regras do evento. Durante a abordagem, José Edilson passou a acompanhar e filmar a ação com o celular e demonstrou irritação com a situação.

Ainda conforme a denúncia, durante a confusão o aparelho celular do acusado caiu no chão após contato com um dos seguranças, o que teria intensificado os ânimos. Na ocasião, ele teria ameaçado um dos profissionais dizendo: “Você é um cara morto hoje”.

Vitor Hugo Branquinho Camargo, de 25 anos - Foto: Redes sociais

Após o episódio, o denunciado deixou o local, pegou uma arma de fogo e retornou à festa. Já armado, ele passou a procurar o segurança que acreditava ter danificado seu telefone. Ao se aproximar de Vitor Hugo Branquinho Camargo, conversou brevemente com a vítima e, em seguida, misturou-se à multidão.

Pouco tempo depois, segundo a acusação, o homem voltou a se aproximar do segurança, sacou a arma e efetuou disparos contra a vítima, que tentou correr em direção a um camarote. Mesmo ferido e caído ao solo, Vitor Hugo ainda teria sido atingido por novos tiros. No total, foram quatro disparos, que causaram sua morte no local.

Laudo necroscópico apontou que a causa da morte foi hematórax volumoso à direita provocado por perfuração de projétil de arma de fogo. Após os disparos, o acusado fugiu do local.

O Ministério Público sustenta que o homicídio foi cometido por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que os disparos foram efetuados de surpresa e, em parte, pelas costas, quando o segurança tentava fugir.

Além do homicídio qualificado, José Edilson também responde por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. Caso seja condenado, poderá cumprir pena conforme os artigos 121, §2º, incisos II e IV do Código Penal, além do artigo 14 do Estatuto do Desarmamento.

Cobertura do Jornal da Nova

Quer ficar por dentro das principais notícias de Nova Andradina, região do Brasil e do mundo? Siga o Jornal da Nova nas redes sociais. Estamos no Twitter, no Facebook, no Instagram, Threads e no YouTube. Acompanhe!


Comentários