Justiça mantém presos pai e filho suspeitos de receptação de gado avaliado em R$ 309 mil em Nova Andradina

Em audiência de custódia, juiz converteu o flagrante em prisão preventiva após indícios de reiteração criminosa envolvendo 39 cabeças de gado

Da Redação


A Justiça manteve presos Valmir Poles Taroco, de 69 anos, e Rodrigo Taroco, de 33 anos, suspeitos de envolvimento em um esquema de receptação de gado em Nova Andradina. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada na tarde deste domingo (8) no Fórum da comarca.

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De acordo com o termo da audiência, o juiz plantonista Eduardo Augusto Alves homologou as prisões em flagrante e determinou a conversão para prisão preventiva, atendendo a pedido do Ministério Público. A defesa havia solicitado a liberdade provisória ou a aplicação de medidas cautelares alternativas à prisão.

Segundo consta nos autos, a investigação aponta que 39 cabeças de gado, avaliadas em aproximadamente R$ 309 mil, foram identificadas pela vítima como sendo de sua propriedade. Os animais teriam desaparecido da fazenda cerca de 11 meses antes e foram localizados em propriedade ligada aos investigados, conforme apontado em laudo pericial.

Gado recuperado na propriedade rural dos suspeitos - Foto: Polícia Civil

Durante a análise do caso, o magistrado destacou que existem indícios de autoria e materialidade do crime, além de elementos que indicariam reiteração criminosa. Conforme a decisão, foi registrada outra ocorrência semelhante envolvendo os suspeitos poucos dias antes da prisão atual.

Ainda segundo a decisão judicial, técnicos da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) identificaram a presença de outros animais na propriedade investigada, o que reforçaria a suspeita de novas práticas delitivas.

Na avaliação do juiz, a liberdade dos investigados poderia prejudicar o andamento das investigações, favorecer eventual fuga e permitir novas infrações, motivos que justificaram a manutenção da prisão preventiva.

Armas e munições apreendidos na casa dos suspeitos - Foto: Jornal da Nova

Durante a audiência de custódia, foi registrado que não houve relato de abuso policial e não foram observados sinais de lesões corporais nos presos.

Com a decisão, pai e filho permanecerão à disposição da Justiça enquanto o caso segue em investigação e tramitação judicial.

Em contato com a reportagem do Jornal da Nova, o advogado de defesa Luiz Henrique Gonçalves Mazzini informou que irá recorrer da decisão judicial, adotando as medidas legais cabíveis para tentar reverter a prisão preventiva dos investigados.

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