Investigação indica que Rogerinho pode ter deixado Nova Andradina

Desaparecido há um ano, homem teria planejado mudança para Fortaleza, mas não embarcou em voo comprado

Da Redação


Desaparecido desde 21 de janeiro de 2025, Rogério Pereira Bonfim, de 45 anos, conhecido como Rogerinho, pode ter deixado Nova Andradina de forma planejada, segundo apontam investigações da Polícia Civil e levantamento realizado pelo Jornal da Nova. O caso, que completa um ano sem desfecho, segue em apuração sob sigilo judicial.

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Na noite do desaparecimento, Rogerinho saiu de casa levando apenas a roupa do corpo. O veículo que ele conduzia, um GM/Onix branco, foi encontrado incendiado cerca de 100 quilômetros do perímetro urbano de Nova Andradina, em uma plantação de cana-de-açúcar no município de Anaurilândia, fato que inicialmente reforçou a suspeita de crime.

Veículo encontrado incendiado - Foto: Arquivo/Jornal da Nova

No entanto, o avanço das investigações passou a indicar a possibilidade de que ele tenha deixado a cidade voluntariamente. Conforme apurado, meses antes do sumiço, Rogerinho realizou diversas movimentações financeiras, incluindo investimentos em criptomoedas, venda de semoventes e outras transações que levantaram indícios de preparação para uma mudança.

A Seção de Investigações Gerais (SIG) da Delegacia de Polícia Civil de Nova Andradina percorreu mais de dois mil quilômetros em diligências. Em um dos imóveis ligados a Rogério, os policiais encontraram uma mala com roupas, reforçando a hipótese de viagem iminente. A equipe também esteve em uma cidade do interior paulista, onde o desaparecido mantinha contato com uma mulher que, inicialmente, viajaria com ele para Fortaleza, no Ceará. A viagem, contudo, não se concretizou.

Local onde o carro foi encontrado incendiado - Foto: Google Maps

A SIG identificou ainda a compra de uma passagem aérea com data marcada para 8 de fevereiro de 2025. Apesar disso, Rogério não chegou a embarcar no voo.

As equipes policiais retornaram diversas vezes ao local onde o veículo foi incendiado e refizeram o possível trajeto percorrido por ele, incluindo a região conhecida como Quebra-Carcaça, na MS-134, rodovia que liga Nova Andradina ao distrito de Nova Casa Verde. Também foram analisadas horas de imagens de câmeras de segurança, além de dados bancários, telemáticos e registros em cartórios e órgãos públicos, como a Iagro, em razão das cabeças de gado pertencentes a Rogerinho.

Equipes da SIG em diligências em propriedades rurais - Foto: Arquivo/Polícia Civil/Divulgação

Diligências também foram realizadas em Campo Grande, com a oitiva de amigos, conhecidos e testemunhas. Mandados judiciais, incluindo quebras de sigilo bancário e telemático, foram autorizados pelo Judiciário e seguem sob investigação, sem divulgação de detalhes por estarem protegidos por sigilo.

Equipes da SIG em diligências em propriedades rurais - Foto: Arquivo/Polícia Civil/Divulgação

A mãe dele, Maria Ivone Pereira Bonfim, de 64 anos, desesperada, pede que qualquer informação que leve ao paradeiro do filho seja repassada imediatamente. “Meu coração está angustiado, só quero meu filho de volta”, disse em reportagem ao Jornal da Nova no ano passado. 

Maria Ivone Pereira Bonfim, de 64 anos, mãe de Rogério Pereira Bonfim, de 45 anos - Foto: Arquivo familiar

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