Desaparecido há um mês, mãe de Rogerinho faz apelo para encontrar o seu filho

Rogério Pereira Bonfim, de 44 anos, sumiu dia 21 de janeiro e no mesmo dia o veículo que estava apareceu incendiado

Da Redação


Rogério Pereira Bonfim, de 44 anos, conhecido como Rogerinho, está desaparecido há 30 dias, desde que saiu de casa no dia 21 de janeiro, sem levar nada além da roupa do corpo. O carro que ele conduzia, um GM/Onix de cor branca, foi encontrado incendiado a 100 km do perímetro urbano de Nova Andradina, numa plantação de cana-de-açúcar já no município de Anaurilândia, na noite do sumiço.

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A mãe dele, Maria Ivone Pereira Bonfim, de 63 anos, encontrou em contato com o Jornal da Nova e fez um apelo emocionado em busca de informações sobre o paradeiro do filho.

“Hoje faz 30 dias que meu filho saiu de casa e não tivemos mais notícias. Eu peço, pelo amor de Deus, se alguém o viu, entre em contato e nos diga onde está. Queremos saber de qualquer maneira, se está vivo ou morto, mas falem alguma coisa”, relatou Maria Ivone ao Jornal da Nova.

Veículo encontrado incendiado - Foto: Jornal da Nova

Maria Ivone, que mora em Juína (MT), esteve em Nova Andradina para buscar informações e chegou a prestar depoimento na Delegacia de Polícia Civil, no dia 27 de janeiro, onde passou algumas informações à polícia.   

Desesperada, Maria Ivone pede que qualquer informação que leve ao paradeiro do filho seja repassada imediatamente. “Meu coração está angustiado, só quero meu filho de volta”, disse.

Investigação

Levantamento feito pela reportagem, equipes da SIG (Seção de Investigações Gerais) da Delegacia de Polícia Civil em Nova Andradina, realizou quase mil quilômetros de diligências neste um mês de investigação.

As equipes foram várias vezes no local onde o carro foi localizado queimado, bem como refizeram o trecho que ele teria percorrido pela última vez, que seria a entrada do Quebra-Carcaça, na MS-134, trecho que liga Nova Andradina ao distrito de Nova Casa Verde.

Na residência do desaparecido, a Polícia Civil realizou a apreensão de duas armas de fogo supostamente pertencentes a Rogério Bonfim e apreensão de outros objetos relacionados ao fato.

Também foram analisadas horas de imagens de segurança, para traçar os últimos passos de Rogério Bonfim, assim como dados telemáticos, bancários, junto ao cartório de registro de imóveis, e outros órgãos públicos, como IAGRO (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), devido as cabeças de gado pertencente ao Rogerinho.

Ainda conforme levantamento do Jornal da Nova, a Polícia Civil chegou a realizar diligências em Campo Grande, foram ouvidas diversas pessoas de seu círculo de amizade, bem como testemunhas.

Polícia Civil em diligência em propriedade rural - Foto: Polícia Civil/Divulgação

Também foram requeridos mandados judiciais que foram deferidos pelo Poder Judiciário, mas como estão em sigilo não podem ser explanados. Entre essas ordens judiciais estão quebra do sigilo bancário e telemáticos, que estão em investigação.

“A investigação tem algumas linhas já estabelecidas, que não podem ser faladas agora, até para não atrapalhar. Em razão da complexidade, não é uma investigação tão rápida, demanda realmente um tempo, análise de muitos dados, então, realmente é uma investigação que não se resolve imediatamente como comumente a gente tem feito em Nova Andradina”, disse ao Jornal da Nova o delegado da SIG Caio Bicalho.

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