Sargento preso em operação contra ''Máfia dos Cigarros'' pede inclusão de Coronel do DOF como testemunha

Operação prendeu 29 policiais militares

Midiamax


A defesa do 2º sargento da Polícia Militar e ex-assessor da Secretaria de Estado de Governo, Ricardo Campos Figueiredo, suspeito de envolvimento na ‘Máfia dos Cigarreiros’, pediu a inclusão do DOF (Departamento de Operações da Fronteira) como testemunha.

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O pedido da defesa foi feito na última terça-feira (12), em substituição a outra testemunha arrolada no processo. Foi feito o pedido de inclusão do Coronel do DOF, Kleber Haddad Lane.

Ricardo foi preso durante a deflagração da Operação Oiketikus, no dia 16 de maio. Quando preso o 2º sargento teria destruído dois celulares.  Ao todo, a Corregedoria da Polícia Militar e o Gaeco cumpriram 66 mandados, sendo 21 de prisão e 45 de busca e apreensão.

Entre os alvos estavam oficiais e praças da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, incluindo comandantes de unidades em municípios do interior.

 

Mais prisões

Mais oito policiais militares, entre eles um tenente da reserva e sete praças, foram presos nesta quarta-feira (13) na continuidade da Operação Oiketikus, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

Cinco praças foram presos em cidades do interior do Estado e três na Capital. Todos foram levados para a Corregedoria da PM, onde passaram por procedimentos administrativos e, em seguida, foram levados para o Presídio Militar de Campo Grande.

Máfia dos cigarreiros

Em abril deste ano, a Polícia Federal deflagrou uma operação contra o contrabando de cigarros. A ação foi batizada de “Homônimo” e ocorreu nos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo. Em Mato Grosso do Sul foram cumpridos mandados em Naviraí e Iguatemi.  Foram expedidos pela Justiça 35 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária, 45 mandados de busca e apreensão, 32 de bloqueios de bens.

A investigação teve início em agosto de 2017, e apontou que a quadrilha sonegava mais de R$ 14 milhões em impostos e faturava R$ 2 milhões com a venda da mercadoria ilegal.

Em fevereiro deste ano, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) apreendeu carga com 700 mil maços de cigarros contrabandeados em Coxim, cidade distante a 260 quilômetros de Campo Grande. A carga foi avaliada em R$ 3,5 milhões. O motorista informou que pegou o carregamento no Paraguai e levaria para a cidade de Goiânia (GO), onde receberia o pagamento pelo transporte.

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