Gaeco não consegue recuperar informações de celulares quebrados por PM

Militar teria danificado aparelhos durante cumprimento de mandados de busca e apreensão na casa dele

Da Redação


Mesmo depois de serem enviados para assistência técnica, os celulares que teriam sido danificados pelo sargento Ricardo Campos Figueiredo, não puderam ser recuperados. O militar foi preso durante a operação Oiketikus, do Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), justamente por ter danificado os aparelhos. As informações são do Correio do Estado.

|Leia também

| Nova fase de atuação do Gaeco mirou PMs que atuam em divisas com outros estados

Gaeco interroga testemunhas em busca de detalhes do esquema de corrupção na PM

Gaeco volta para a rua em operação contra com a ''Máfia do Cigarro''

Cigarreiro ganha R$ 4 mil na PM, tem R$ 7 milhões em bens e lavava dinheiro em garagem, diz Gaeco

Justiça manda soltar sargento da PM preso com arma ilegal em operação

Segurança do governador e promovido por ato de bravura é um dos presos pelo Gaeco

Gaeco prendeu comandantes de batalhões da PM no MS

PMs foram levados para corregedoria em operação contra a Máfia dos Cigarreiros em MS

Gaeco deflagra operação contra corrupção policial em Nova Andradina e mais 13 cidades

 

De acordo com ofício assinado pela promotora de Justiça Tathiana Correia Pereira da Silva Façanha, da 24ª promotoria de Justiça, encaminhado nesta quinta-feira (31), para a coordenadora do Gaeco, Cristiane Mourão, os processadores dos aparelhos foram danificados. 

Um laudo de empresa de assistência técnica, anexado ao processo, comprova a impossibilidade de reparos, que também prejudica a análise de quaisquer informações que estivessem gravadas nos aparelhos.

Prisão 

Ricardo Campos de Figueiredo foi preso na operação Oiketikus, do Gaeco, porque quebrou dois celulares no momento em que agentes cumpriam mandados de busca e apreensão na casa onde ele mora.

Conforme auto de prisão em flagrante, era por volta das 6h quando o promotor de Justiça, Fernando Martins Zaupa e uma equipe de agentes, chegaram à casa de Figueiredo para cumprir mandado de busca e apreensão.

Questionado sobre os celulares, o policial foi até o quarto e disse que não encontrou o aparelho. Ele, então, se dirigiu a cozinha, onde foi encontrado um celular branco, que o PM disse que não era o dele. O policial vasculhou a casa até entrar num banheiro e fechar a porta. 

O agente que o acompanhava  disse ter ouvido barulhos de pancadas, empurrou a porta do sanitário e encontrou o militar com os aparelhos nas mãos, porém, já completamente danificados. 

Em depoimento, o agente que participou da ação disse que quando pegou os aparelhos nas mãos eles estavam muito quentes, a ponto dele jogá-los na pia do banheiro, o que indica que haviam acabado de ser danificados. 

Neste momento, segundo documento de prisão, o policial teria dito que havia quebrado os aparelhos no dia anterior. 

Figueiredo foi preso em flagrante por obstrução da Justiça. Na casa dele, os agentes do Gaeco encontraram quatro celulares, duas armas de fogo, nove munições de fuzis, além de um computador, pen-drives e documentos, que passarão por perícia.  Ele chegou a ser solto por uma liminar da Justiça, mas voltou para a cadeia depois de uma terceira decisão judicial.

Figueiredo, que já atuou no DOF (Departamento de Operações de Fronteira), foi promovido duas vezes por “ato de bravura” e era segurança da governadoria.

Cobertura do Jornal da Nova

Quer ficar por dentro das principais notícias de Nova Andradina, região do Brasil e do mundo? Siga o Jornal da Nova nas redes sociais. Estamos no Twitter, no Facebook, no Instagram, Threads e no YouTube. Acompanhe!