Reinaldo Azambuja critica gastos públicos e cobra reformas para garantir investimentos

Senador eleito por Mato Grosso do Sul aponta reação negativa do mercado financeiro após as eleições e defende equilíbrio fiscal como condição para o crescimento econômico

Da Redação


O senador eleito por Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PL), criticou nessa terça-feira (27) a política de gastos públicos do governo federal e defendeu a adoção de reformas para garantir o equilíbrio das contas e a retomada dos investimentos no país. Segundo ele, a reação negativa do mercado financeiro após o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25), evidencia a necessidade de medidas voltadas à responsabilidade fiscal.

A primeira sessão do mercado após a eleição foi marcada por forte instabilidade. O Ibovespa encerrou o pregão com queda de 13,88%, aos 176.608,23 pontos, na maior desvalorização diária desde março de 2020. A movimentação provocou o acionamento do circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações em situações de oscilações acentuadas.

No mercado de juros futuros, a taxa do DI para janeiro de 2031 passou de 12,642% para 15,185%, enquanto o contrato para janeiro de 2028 avançou para 14,80%. Diante da volatilidade, o Banco Central atuou com US$ 3,75 bilhões no mercado de câmbio futuro, e o Tesouro Nacional recomprou R$ 7,1 bilhões em títulos públicos.

Para Azambuja, os movimentos refletem preocupações com a condução da política econômica e reforçam a necessidade de controle das despesas públicas.

O senador eleito também questionou os gastos realizados durante o período eleitoral e afirmou que o país precisa priorizar investimentos em áreas essenciais à população.

“Enquanto o PL avalia as medidas legais cabíveis diante do uso e abuso do poder econômico e político nesta eleição, o Brasil já começa a enfrentar a conta de uma política que priorizou a disputa eleitoral e deixou os problemas do país para depois. A reação negativa do mercado financeiro acendeu o sinal de alerta. Não é aceitável gastar bilhões em benefícios de caráter eleitoral e depois exigir que a população pague a conta. O Brasil precisa de hospitais, escolas, segurança, moradias, infraestrutura e empregos”, declarou.

Equilíbrio fiscal e investimentos

Ex-governador de Mato Grosso do Sul por dois mandatos, Reinaldo Azambuja destacou sua experiência à frente do Executivo estadual para defender uma administração pública baseada no controle de despesas e na preservação da capacidade de investimento.

Segundo ele, o equilíbrio fiscal foi uma das diretrizes adotadas durante seus oito anos de governo, período em que, conforme sua avaliação, o Estado conseguiu avançar em infraestrutura, segurança pública e atração de empresas.

“Sempre defendi, com base na nossa experiência em Mato Grosso do Sul, que é preciso gastar menos com o governo para investir mais nas pessoas. Sem equilíbrio fiscal, não há investimento. Sem investimento, não há desenvolvimento. E sem desenvolvimento, a vida não melhora”, afirmou.

Atuação no Senado

Eleito senador por Mato Grosso do Sul com 903.554 votos, equivalentes a 34,64% dos votos válidos, Reinaldo Azambuja assumirá o mandato em fevereiro de 2027, ao lado de Capitão Contar (PL), também eleito para representar o Estado no Senado Federal.

Azambuja antecipou que a responsabilidade fiscal estará entre as principais bandeiras de sua atuação parlamentar, com atenção ao custo da estrutura administrativa, à eficiência dos gastos públicos e à necessidade de reformas econômicas.

“É essa posição que vamos defender no Senado. O Brasil não pode continuar refém de um modelo que gasta para se manter no poder e adia as reformas necessárias para o país crescer. A política não pode ser um instrumento de sobrevivência de governos. Tem que ser um instrumento de transformação da vida das pessoas”, concluiu.

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