Operação “Máscara de Crédito” prende casal suspeito de fraudes bancárias em Caarapó

Investigados teriam utilizado dados pessoais e reconhecimento facial das vítimas para contratar empréstimos sem autorização; indígenas e idosos estão entre os prejudicados

Da Redação


A Polícia Civil deflagrou, nasegunda-feira (19), a "Operação Máscara de Crédito”, que resultou na prisão preventiva de um casal suspeito de praticar fraudes bancárias em Caarapó. Entre os principais alvos do esquema estavam indígenas, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Conforme as investigações, o casal utilizava um estabelecimento comercial no município para intermediar empréstimos e outros serviços financeiros. Aproveitando-se da confiança dos clientes, os investigados teriam obtido documentos pessoais, dados bancários e imagens para reconhecimento facial, utilizados posteriormente em operações financeiras não autorizadas.

Esquema investigado teria utilizado dados pessoais e reconhecimento facial para contratar empréstimos sem autorização das vítimas - Foto: Polícia Civil

Em diversos casos, as vítimas procuravam o estabelecimento para contratar empréstimos de pequeno valor, mas descobriam posteriormente a existência de outras dívidas em seus nomes, inclusive em diferentes instituições bancárias.

Parte do dinheiro obtido era transferida para contas vinculadas aos investigados ou a terceiros, enquanto as dívidas permaneciam sob responsabilidade das vítimas.

Inicialmente, quatro vítimas foram identificadas, mas a Polícia Civil acredita que o número possa ser significativamente maior, considerando a quantidade de operações suspeitas e o período de atuação do esquema.

O prejuízo potencial já envolve dezenas de milhares de reais e poderá aumentar com a análise dos documentos apreendidos. Segundo a investigação, algumas vítimas tiveram benefícios previdenciários e recursos essenciais à subsistência comprometidos pelas operações fraudulentas.

Durante a operação, os policiais cumpriram dois mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão, expedidos pela Justiça. Foram apreendidos contratos bancários, computadores, documentos e outros materiais que poderão contribuir para esclarecer a extensão das fraudes.

A Polícia Civil prossegue com as investigações para identificar novas vítimas, rastrear o destino dos valores movimentados e apurar a possível participação de outras pessoas no esquema.

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