Nacional & Geral / Saúde
Anvisa proíbe canetas emagrecedoras sem registro vendidas pela internet
Medida determina a apreensão de produtos à base de tirzepatida e retatrutida e proíbe fabricação, importação, comercialização, divulgação e uso
Luis Gustavo, Da Redação*
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (14), a apreensão e a proibição de diversos produtos vendidos pela internet como canetas emagrecedoras, mas que não possuem registro sanitário no Brasil. A medida atinge medicamentos à base de tirzepatida e retatrutida, além de outros produtos comercializados irregularmente.
A decisão abrange produtos anunciados em diferentes plataformas de venda on-line, incluindo as páginas Zyntrashop, ZPHC Store, Peptídeos do Brasil e Oxygen KWP Pharma Brasil.
Segundo a Anvisa, os produtos identificados não podem ser fabricados, importados, distribuídos, comercializados, divulgados ou utilizados. A determinação busca prevenir riscos à saúde da população, uma vez que não há comprovação da regularidade, qualidade, segurança e eficácia desses itens.
Produtos sem autorização
Entre os produtos atingidos pela medida estão versões de retatrutida e tirzepatida comercializadas em frascos e canetas, incluindo itens anunciados com dosagens de 60 mg, 75 mg, 120 mg e 150 mg.
A resolução também abrange produtos de origem desconhecida comercializados sob a marca Liberty Pharma, como NAD+, retatrutida, tirzepatida e GHK-Cu.
A agência destacou que a retatrutida ainda não possui registro em nenhum país do mundo. A substância permanece em fase de estudos para o tratamento da obesidade, e seu desenvolvedor ainda não solicitou autorização à Anvisa ou a outras agências reguladoras internacionais.
Riscos à saúde
A falta de registro sanitário impede a garantia de que os produtos tenham composição adequada e atendam aos requisitos de qualidade e segurança exigidos para medicamentos.
A Anvisa também determinou restrições a produtos fabricados pela empresa Cris Barden Naturopatia Ltda., que, segundo a agência, são divulgados com alegações terapêuticas, como ações antifúngicas, antimicrobianas e anti-inflamatórias, além de promessas de alívio de dores, desintoxicação e fortalecimento da imunidade, sem a devida regularização sanitária.
A medida reforça a importância de adquirir medicamentos apenas por canais autorizados e de não utilizar produtos injetáveis de procedência desconhecida, especialmente aqueles anunciados na internet sem comprovação de segurança e eficácia. *Com informações da Agência Brasil.
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