Nacional & Geral / Saúde
Qual o papel das redes sociais nas escolhas de saúde e bem-estar?
Capazes de propagar mitos ou de incentivar bons hábitos, as redes sociais podem ser nocivas ou benéficas, mas demandam senso crítico de quem as consome
Da Redação
Com alcance global e milhões de usuários diários, as redes sociais são hoje responsáveis por uma enorme parcela dos dados e informações que são difundidos para o grande público. Contudo, a falta de verificação de fatos, a irresponsabilidade de muitos criadores de conteúdo e as fake news propositais fazem delas também uma grande fonte de desinformação.
Isso é ainda mais grave quando o assunto é saúde. Um vídeo postado por um influencer pode atingir milhões de pessoas, por exemplo. E, não raro, muitos acabam divulgando remédios milagrosos, dietas infalíveis e até mesmo orientações médicas falsas, com um grande potencial danoso para quem se deixa levar por esses conselhos.
O lifestyle como vitrine para produtos
A promoção de estilos de vida voltados à saúde é um dos grandes nichos das redes sociais. Neles, influencers mostram as suas rotinas de treinos, de alimentação e de cuidado com a pele e com o corpo. Por um lado, é uma forma de incentivar que mais e mais pessoas adotem dietas mais saudáveis e introduzam mais exercícios no seu dia a dia.
A criação de conteúdo, porém, é a forma de trabalho desses influencers. Para tanto, é comum que vendam produtos de fabricantes como uma forma de monetizar seus vídeos. E nem sempre são produtos testados e aprovados por órgãos responsáveis, como a Anvisa. Afinal, não há um filtro ou um controle sobre o que cada pessoa vende na internet.
O risco das redes
Há casos ainda de perfis que propagam informações sabidamente falsas sobre diversas doenças. Absurdos como dizer que vacinas causam transtornos mentais em crianças foi um dos responsáveis pela queda nos índices vacinais em idades importantes, provocando a volta de doenças até então erradicadas, como o sarampo.
Outros absurdos incluem remédios ou alimentos milagrosos capazes de curar doenças como câncer ou mesmo diabetes, geralmente com protocolos totalmente contraindicados por médicos e especialistas ou mesmo sem nenhuma comprovação científica. Muitos pacientes chegam até mesmo a abandonar o tratamento convencional, algo extremamente arriscado.
A maré positiva de autocuidado
As redes sociais, no entanto, também apresentam aspectos positivos para a saúde. Além do incentivo às práticas esportivas, muitos criadores de conteúdo quebram mitos relacionados ao estilo de vida saudável e até mesmo sobre práticas danosas, como o uso de esteroides por praticantes de fisiculturismo.
Muitos também trazem uma visão mais realista e humana sobre diversos pontos de suas rotinas, como dias em que os treinos não renderam tanto ou quando acontece aquela "deslizada" na dieta. Dessa forma, aliviam a carga mental e a cobrança que muitos usuários carregam sobre si devido às pressões estéticas impostas.
No mais, é sempre importante pesquisar antes de começar um novo "protocolo" ou a ingestão de um novo produto milagroso. Ouvir a opinião de um médico sobre o assunto é ainda melhor. Mesmo a ingestão de um simples suplemento alimentar torna necessária uma análise mais cuidadosa sobre as evidências e a adequação de cada escolha.
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