Sete em cada dez parlamentares do Congresso são contrários à agenda ambiental, aponta levantamento

Perfil da nova composição do Legislativo pode dificultar avanço de pautas relacionadas ao meio ambiente a partir de 2027

Luis Gustavo, Da Redação*


A nova composição do Congresso Nacional deverá representar um desafio para o avanço de pautas relacionadas ao meio ambiente. Levantamento citado pela Agência Brasil aponta que sete em cada dez parlamentares eleitos apresentam posicionamentos contrários à agenda ambiental.

 

O cenário é resultado do perfil mais conservador do Legislativo eleito em 2026 e poderá influenciar a discussão de projetos relacionados à preservação ambiental, mudanças climáticas, licenciamento, fiscalização e transição energética.

 

A avaliação ocorre em meio à formação de um Congresso que, segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, deverá dar maior espaço a temas como segurança pública, valores, família e questões econômicas. 

 

Na área ambiental, a nova composição poderá afetar a tramitação de propostas e a definição de prioridades para políticas públicas a partir do início da próxima legislatura, em fevereiro de 2027.

 

Entre os desafios estão o cumprimento dos compromissos assumidos pelo Brasil para redução das emissões de gases de efeito estufa e o combate ao desmatamento ilegal. Especialistas também apontam a necessidade de garantir recursos para fiscalização ambiental e enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas.

 

O consultor legislativo da Câmara dos Deputados Rafael Vargas Marques destacou que o Brasil possui uma legislação ambiental considerada avançada, mas que ainda enfrenta dificuldades para transformar as normas em ações efetivas.

 

A nova configuração política do Congresso também deverá influenciar outras áreas da agenda legislativa. Análise publicada pela Agência Brasil aponta que o crescimento da participação de partidos mais conservadores poderá ampliar o espaço para propostas relacionadas à segurança pública e a valores, além de modificar o ritmo de tramitação de pautas trabalhistas. 

 

A composição definitiva da agenda, contudo, ainda dependerá das articulações entre partidos e blocos parlamentares, além do resultado do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. *Com informações da Agência Brasil.

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