Apenas 19% dos pais no Brasil sabem que meningite pode ser fatal, aponta pesquisa

Levantamento mostra baixa percepção sobre a rapidez da doença

Luis Gustavo, Da Redação*


Uma pesquisa global revelou que apenas 19% dos pais no Brasil sabem que a meningite meningocócica pode evoluir para a morte em poucas horas. Apesar disso, 89% consideram a doença grave.

 

O levantamento foi divulgado nesta segunda-feira (5), Dia Mundial da Meningite, e também apontou um nível ainda menor de conhecimento entre adolescentes e jovens. Apenas 10% dos brasileiros dessa faixa etária sabem que a infecção pode evoluir rapidamente para um quadro fatal. 

 

Segundo dados do Ministério da Saúde citados na pesquisa, o sorogrupo B é o mais predominante no país desde 2023. Entre os jovens, também é baixo o conhecimento sobre a vacinação: somente 29% dos pais e 24% dos próprios jovens reconhecem adolescentes e jovens adultos como grupos recomendados para imunização contra a meningite. 

 

Outro dado considerado preocupante é que 21% dos pais acreditam que a meningite já começa com sintomas graves e evidentes. A doença, entretanto, pode apresentar inicialmente sinais semelhantes aos de outras infecções, como febre, dor de cabeça e vômito.

 

De acordo com o diretor médico de vacinas da GSK Brasil, Rodrigo Nascimento, essa semelhança pode fazer com que o atendimento médico seja procurado tardiamente, reduzindo o tempo disponível para o tratamento.

 

A meningite pode ser causada por vírus, bactérias, fungos e outros agentes. As formas bacterianas são consideradas as mais graves e podem evoluir rapidamente. O Ministério da Saúde alerta que a doença meningocócica pode apresentar evolução fulminante, levando à morte em poucas horas. 

 

Entre os principais sinais estão febre, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço, náuseas, vômitos e sensibilidade à luz. Confusão mental, convulsões, dificuldade para acordar e manchas vermelhas ou arroxeadas na pele são sinais de gravidade que exigem atendimento médico imediato. 

Pesquisa ouviu mais de 1 mil brasileiros

O estudo foi realizado pela Human8, a pedido da biofarmacêutica GSK, com 6.003 participantes de seis países. No Brasil, foram entrevistadas 1.001 pessoas: 501 pais de crianças de 0 a 18 anos e 500 jovens de 15 a 25 anos.

 

As entrevistas foram realizadas entre 20 de maio e 12 de junho de 2026. 

 

Dados do Ministério da Saúde mostram ainda a dimensão da doença no país. No primeiro semestre de 2025, foram confirmados 6.169 casos de meningite e registrados 781 óbitos. Entre os casos bacterianos, a doença meningocócica apresentou letalidade de 19,8%. 

 

A vacinação e o diagnóstico precoce estão entre as principais medidas para reduzir o risco de complicações e mortes. *Com informações da CNN.

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