Cidades & Região / Mato Grosso do Sul
MPE cobra controle de ponto de médicos após apurar faltas em plantões em Sete Quedas
Recomendação dá prazo de 30 dias para Prefeitura regulamentar frequência de profissionais e prevê pagamento vinculado ao cumprimento da jornada
Da Redação
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Sete Quedas, expediu recomendação administrativa à Prefeitura e à Secretaria Municipal de Saúde para reforçar o controle de frequência dos médicos que atuam no hospital municipal.
A medida foi adotada após investigação de denúncias de que médicos plantonistas estariam deixando o local de trabalho durante o expediente para tratar de assuntos particulares, deixando períodos do plantão sem a presença dos profissionais.
Durante o Inquérito Civil, o MPMS analisou cartões e relatórios de frequência e, segundo o órgão, identificou inconsistências recorrentes nos registros, faltas sem justificativa e plantões sem marcação de saída por integrantes do corpo clínico.
Conforme a apuração, o hospital já possui relógio biométrico, porém a administração municipal informou que ainda não há decreto ou portaria estabelecendo regras específicas de controle de frequência para médicos contratados e credenciados. As exigências também não estariam previstas expressamente nos editais e contratos de prestação de serviços.
Para o Ministério Público, a ausência de regulamentação dificulta a fiscalização pela direção do hospital e pode comprometer o controle dos pagamentos realizados com recursos públicos.
Prazo de 30 dias
Na recomendação, o MPMS estabeleceu prazo de 30 dias para que a Prefeitura publique norma regulamentando o controle eletrônico e biométrico dos profissionais.
O texto deverá definir horários obrigatórios de entrada e saída, procedimentos para justificar faltas e atrasos e regras para substituições e trocas de plantões.
O Ministério Público também recomendou que futuros editais e contratos na área da saúde estabeleçam expressamente a vinculação da remuneração ao registro regular da frequência.
Pelas medidas recomendadas, faltas injustificadas deverão resultar em descontos proporcionais nos pagamentos, cabendo à direção hospitalar fiscalizar os registros e adotar as providências correspondentes.
A atuação do MPMS busca assegurar a continuidade do atendimento à população, além de reforçar o controle sobre a prestação dos serviços e a utilização de recursos públicos na saúde municipal.
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