Pacífico bate recorde de calor em meio a El Niño muito forte

Temperatura da superfície do mar chegou a 3,1°C acima da média; fenômeno deve ganhar força até novembro e dezembro

Da Redação


A temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial central e Leste atingiu 3,1°C acima da média em 21 de setembro, segundo dados da NOAA. A marca supera os 3°C registrados em novembro de 2015, durante um dos episódios mais intensos de El Niño já observados.

O recorde, entretanto, não significa que o atual El Niño já seja oficialmente considerado o mais forte da história. A NOAA utiliza outros indicadores para avaliar a intensidade do fenômeno, entre eles o Relative Oceanic Niño Index (RONI). Por esse parâmetro, o episódio ainda não havia superado o El Niño de 1997-1998.

O fenômeno chama atenção também pela rápida evolução. Em menos de um ano, o Pacífico Equatorial passou de condições de La Niña para um El Niño muito forte.

O aquecimento modifica a circulação atmosférica e influencia os padrões de chuva e temperatura em várias regiões. No Brasil, um dos efeitos associados ao El Niño é a tendência de aumento das chuvas no Sul, enquanto áreas do Norte e da Amazônia podem registrar precipitações abaixo da média.

Apesar da intensidade, especialistas ressaltam que um El Niño muito forte não significa necessariamente impactos extremos na mesma proporção em todas as regiões, especialmente diante das mudanças no cenário climático provocadas pelo aquecimento dos oceanos.

A expectativa é que o fenômeno alcance seu pico entre novembro e dezembro, antes de começar a perder força. Seus efeitos, porém, poderão persistir durante o primeiro semestre de 2027.

Cobertura do Jornal da Nova

Quer ficar por dentro das principais notícias de Nova Andradina, região do Brasil e do mundo? Siga o Jornal da Nova nas redes sociais. Estamos no Twitter, no Facebook, no Instagram, Threads e no YouTube. Acompanhe!


Comentários