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Nova Andradina já emitiu 114 novas identidades para internos do sistema prisional
Mais 33 custodiados foram cadastrados nesta sexta-feira (25) para emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN)
Da Redação
Mais 33 internos do sistema prisional de Nova Andradina foram cadastrados nesta sexta-feira (25) para a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN). Com a nova etapa, chega a 114 o número de documentos emitidos para pessoas privadas de liberdade no município neste ano.
Para o atendimento, os internos foram escoltados por policiais penais até o Instituto de Identificação de Nova Andradina, onde passaram pelos procedimentos necessários para a emissão do documento.
A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), por meio da Polícia Penal, e o Instituto de Identificação Gonçalo Pereira, da Polícia Científica de Mato Grosso do Sul.
O objetivo é garantir a regularização da documentação civil das pessoas privadas de liberdade e proporcionar uma identificação mais segura e padronizada. A CIN adota modelo único em todo o país e está integrada à base nacional de identificação.
A documentação também é considerada importante na preparação para a saída do sistema prisional. Com os documentos regularizados, os egressos têm melhores condições de acessar serviços públicos, programas sociais, oportunidades de emprego e outros direitos necessários à reinserção social.
Em Mato Grosso do Sul, levantamento preliminar aponta que cerca de 500 Carteiras de Identidade Nacional foram emitidas para pessoas privadas de liberdade ao longo deste ano. O número ainda está em processo de consolidação.
O trabalho vem sendo ampliado para outras unidades prisionais do Estado. No interior, ações com a unidade móvel do Instituto de Identificação já foram realizadas em Três Lagoas e Rio Brilhante, com apoio de peritos papiloscopistas.
Em Campo Grande, policiais penais foram capacitados para realizar a coleta biométrica dentro das próprias unidades prisionais, sob supervisão técnica do Instituto de Identificação, reduzindo a necessidade de deslocamento dos custodiados.
Segundo a chefe da Divisão de Promoção Social da Agepen, Marines Savoia, a regularização dos documentos é uma etapa importante para quem se prepara para deixar o sistema prisional, principalmente por facilitar o acesso a serviços, benefícios e oportunidades no mercado de trabalho.
A iniciativa segue diretrizes do programa Fazendo Justiça, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), voltadas à ampliação do acesso à documentação básica pelas pessoas privadas de liberdade.
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