Operação prende 12 e apreende armas e drogas em Rio Brilhante

Ação da Polícia Civil apreendeu quatro armas de fogo e 16 quilos de maconha; investigação teve desdobramento em Campo Grande e duas pessoas morreram após reagirem a abordagens, segundo a polícia

Da Redação


Uma operação da Polícia Civil realizada entre quarta-feira (23) e quinta-feira (24), em Rio Brilhante, resultou na prisão de 12 pessoas e na apreensão de 16 quilos de maconha, quatro armas de fogo, munições, aparelhos celulares e outros objetos relacionados às investigações.

A ação reuniu equipes da Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), Delegacia Especializada de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros (Garras) e 1ª Delegacia de Polícia de Rio Brilhante.

Segundo a Polícia Civil, o objetivo foi identificar e localizar suspeitos de integrar uma organização criminosa armada investigada por envolvimento em crimes violentos e disputas territoriais entre facções rivais, uma com origem no Rio de Janeiro e outra em São Paulo.

Investigação começou após o homicídio de Kauan Rodrigues de Matos, de 20 anos, em Rio Brilhante - Foto: Polícia Civil

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Os 12 presos foram autuados em flagrante por crimes que incluem integrar organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico e posse ilegal de arma de fogo. Eles foram encaminhados à Delegacia de Rio Brilhante.

Durante a operação, Erique Junior Roque de Oliveira, de 25 anos, morreu após ser atingido por um disparo efetuado por policiais. Conforme a versão apresentada pela Polícia Civil, ele teria reagido à abordagem e o disparo ocorreu para conter a agressão. Erique foi socorrido ainda com sinais vitais, mas não resistiu.

Homicídio deu início às investigações

Revólver apreendido na ação - Foto: Polícia Civil

As investigações tiveram início após o homicídio de Kauan Rodrigues de Matos, de 20 anos, ocorrido no Bairro Benedito Rondon, em Rio Brilhante.

De acordo com a investigação policial, o crime estaria relacionado à disputa entre facções criminosas. A suspeita é de que a vítima tivesse ligação com um grupo de origem paulista, enquanto os autores seriam vinculados a uma facção surgida no Rio de Janeiro.

Ainda segundo a apuração, os autores chegaram ao local em uma motocicleta roubada dias antes no município. Kauan foi atacado e morreu em decorrência dos ferimentos.

A motocicleta apontada como utilizada pelos suspeitos foi posteriormente apreendida.

Polícia impede possível “tribunal do crime”

Motocicleta apreendida durante a operação - Foto: Polícia Civil

No mesmo dia, o avanço das investigações levou as forças de segurança a uma residência onde, segundo a Polícia Civil, estaria prestes a ocorrer um chamado “tribunal do crime”.

Com a chegada das equipes das polícias Civil e Militar, os suspeitos fugiram a pé e não foram localizados naquele primeiro momento.

Dentro do imóvel, os policiais encontraram dois homens amarrados e de joelhos, além de duas mulheres mantidas trancadas em um quarto. Conforme a investigação, as quatro vítimas seriam submetidas a violência e posteriormente mortas. A intervenção policial impediu a ação.

Operação teve desdobramento em Campo Grande

Operação resultou na prisão de 12 pessoas e na apreensão de quatro armas de fogo e 16 quilos de maconha - Foto: Polícia Civil

As investigações também chegaram a Campo Grande após informações de que suspeitos do homicídio poderiam estar na Capital.

Durante as buscas, dois adultos foram presos e um adolescente de 16 anos foi apreendido por suspeita de tráfico de drogas e envolvimento com organização criminosa.

Segundo a Polícia Civil, durante a abordagem o adolescente teria apontado um revólver calibre .38 contra os policiais, que reagiram. O jovem foi atingido, socorrido com vida e encaminhado a uma unidade hospitalar, onde morreu.

O revólver foi apreendido e o local da ocorrência passou por perícia.

Ação reuniu equipes da Defron, Garras e da 1ª Delegacia de Polícia de Rio Brilhante - Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer completamente os fatos e individualizar a suposta participação de cada investigado nos crimes apurados.

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