Agro de MS diversifica produção e avança na industrialização

Celulose, bioenergia, grãos, proteína animal, amendoim e laranja ampliam cadeias produtivas e reforçam integração entre campo e indústria

Da Redação


O agronegócio de Mato Grosso do Sul avança na diversificação e na integração com a indústria. Além de soja, milho e pecuária, cadeias como celulose, bioenergia, amendoim, citricultura, suinocultura e piscicultura ganham espaço e atraem investimentos.

Na safra 2024/25, o Estado produziu mais de 56 mil toneladas de amendoim, alta de 176,37%, alcançando a segunda posição nacional. Em Nova Alvorada do Sul, uma indústria de beneficiamento de R$ 30 milhões está prevista. A citricultura também avança, com área plantada próxima de 35 mil hectares.

A industrialização acompanha esse crescimento. Mato Grosso do Sul possui 22 usinas de bioenergia e produz mais de 4 bilhões de litros de etanol por ano. Em Ribas do Rio Pardo, a fábrica da Suzano tem capacidade para produzir 2,55 milhões de toneladas de celulose anualmente, após investimento superior a R$ 22 bilhões.

A pecuária também se integra a outras cadeias, com aproveitamento de couro e sebo, enquanto avançam a produção e o processamento de suínos, aves e peixes.

Nos últimos 15 anos, a área de pastagens caiu de aproximadamente 23 milhões para 18 milhões de hectares, enquanto agricultura, florestas plantadas e outras atividades avançaram. As pastagens de baixo vigor também recuaram de 6,2 milhões de hectares, em 2010, para 2,9 milhões em 2024.

O governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, atribui a transformação ao avanço da tecnologia, produtividade e agroindustrialização. Para um eventual segundo mandato, apresenta propostas de incentivo à irrigação e ampliação do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).

O cenário aponta para um agro mais diversificado, no qual o Estado busca transformar uma parcela maior da produção localmente, agregando valor antes de comercializá-la em outros mercados.

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