Nacional & Geral / Ciência e Física
Novo telescópio da NASA promete acelerar descobertas e mapear bilhões de galáxias
Telescópio Roman terá campo de visão 100 vezes maior que o Hubble e poderá realizar em um mês um levantamento que levaria um século com o antigo observatório
Luis Gustavo, Da Redação*
A NASA deu início a uma nova era na exploração do Universo com o lançamento do Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, no domingo (30). Apelidado de “máquina de descobertas”, o observatório foi projetado para investigar regiões do espaço em uma escala muito maior que a alcançada pelo Hubble.
O principal diferencial do Roman está em seu campo de visão, cerca de 100 vezes maior que o do Hubble. Com isso, o telescópio poderá observar grandes áreas do céu de uma só vez e produzir um dos mais amplos mapas tridimensionais do Universo já feitos.
Segundo a equipe responsável pelo projeto, o Roman poderá mapear toda a Via Láctea em aproximadamente um mês, enquanto o Hubble precisaria de cerca de um século para realizar um levantamento equivalente. A missão principal deverá abranger mais de dois bilhões de galáxias.
Telescópio do tamanho de um ônibus
Apesar de possuir um espelho primário de 2,4 metros, do mesmo tamanho do utilizado pelo Hubble, o Roman foi projetado para realizar levantamentos muito mais abrangentes. O observatório tem mais de 12 metros de comprimento e dimensões comparáveis às de um ônibus.
A missão deverá durar inicialmente cinco anos e terá como alguns de seus principais objetivos investigar a matéria escura e a energia escura, testar o comportamento da gravidade em grandes escalas e procurar novos exoplanetas.
O telescópio também deverá produzir uma quantidade gigantesca de informações. A expectativa é que sejam transmitidos cerca de 1 terabyte de dados por dia para a Terra.
Roman e Hubble vão trabalhar juntos
A nova missão não representa o fim do Hubble. De acordo com a NASA, os dois observatórios terão funções complementares: enquanto o Hubble é capaz de produzir imagens extremamente detalhadas de regiões específicas, o Roman poderá realizar grandes levantamentos do céu em uma velocidade muito superior.
O observatório deve levar aproximadamente três meses após o lançamento para chegar à sua posição operacional, a cerca de 1,6 milhão de quilômetros da Terra, no chamado ponto de Lagrange 2 (L2). As primeiras imagens estão previstas para janeiro.
Com custo estimado em US$ 4,3 bilhões, o Roman poderá transformar a quantidade e a velocidade das observações astronômicas, permitindo aos cientistas investigar estruturas do Universo que ainda permanecem praticamente desconhecidas. *Com informações da CNN.
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