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Polícia conclui 'Operação Liberdade Duradoura' e indicia integrantes de facção em Nova Andradina
Investigação identificou 14 alvos ligados a uma estrutura criminosa envolvida em disputa territorial e homicídios; ordens de prisão preventiva foram cumpridas
Da Redação
A Polícia Civil de Nova Andradina concluiu, nesta semana, o Inquérito Policial instaurado para investigar uma série de homicídios relacionados à disputa territorial entre organizações criminosas no município.
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O trabalho foi conduzido pela Seção de Investigações Gerais (SIG) Regional de Nova Andradina e resultou na identificação de 14 alvos, sendo oito homens e seis mulheres, apontados como integrantes de diferentes núcleos de uma estrutura criminosa organizada.
A primeira fase da investigação levou à deflagração da Operação Liberdade Duradoura, realizada em julho deste ano, quando foram cumpridos mandados judiciais e efetuadas prisões de integrantes do grupo investigado.
No avanço das diligências, a Polícia Civil identificou outros três suspeitos que já estavam presos por outros crimes. Conforme a investigação, trata-se de um homem de 35 anos, custodiado em Campo Grande, e duas mulheres, de 34 e 38 anos, recolhidas em unidades prisionais de Cuiabá (MT).
Segundo a Polícia Civil, a investigação permitiu individualizar a participação dos envolvidos e apontou a existência de uma estrutura organizada, com divisão de funções e atuação voltada à expansão territorial de uma facção criminosa.
As apurações também relacionam o grupo à prática de homicídios contra integrantes e pessoas associadas a uma organização criminosa rival.
Entre os 14 investigados, três homens morreram em confrontos com forças policiais durante tentativas de cumprimento de ordens judiciais. Outro homem morreu por causas naturais enquanto estava no sistema prisional.
Os demais investigados foram indiciados. Após representação da autoridade policial e manifestação favorável do Ministério Público, o Poder Judiciário decretou a prisão preventiva dos envolvidos remanescentes.
De acordo com a Polícia Civil, todas as ordens de prisão determinadas pela Justiça foram cumpridas nas respectivas unidades prisionais.
Os investigados foram indiciados pelos crimes de domínio social estruturado, previsto na Lei nº 15.358/2026, e homicídio qualificado, conforme dispositivos do Código Penal. Segundo a corporação, as penas previstas para os crimes, consideradas individualmente, podem chegar a 40 anos de prisão.
Com a conclusão do inquérito, o procedimento será encaminhado para as etapas seguintes da persecução penal.
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