Economia & Negócios / Agronegócios
Produtores de carne do Brasil buscam novos mercados após taxações dos Estados Unidos
Sobre os preços no mercado interno, a associação dos exportadores acredita em um ajuste na produção, e não na queda generalizada de preços
Por R7
O setor de carnes enfrenta novas barreiras para exportação. Por isso, produtores nacionais têm buscado novos mercados. Aos peixes do Brasil, o governo dos EUA abriu muitas exceções no tarifaço - 89% dos produtos ficaram de fora. Ainda assim, o Ministério da Pesca busca novos mercados.
A carne bovina também escapou. Um alívio para um setor, que comemora recorde de exportações, com quase 2 milhões de toneladas e faturamento de US$ 11 bilhões, ou mais de R$ 56 bilhões, entre janeiro e julho. Mas existe preocupação com dois mercados importantes. A China definiu uma cota máxima de importação de carne brasileira: 1,1 milhão de toneladas. Acima do limite, há uma sobretaxa de 55%.
Ao mesmo tempo, a Europa decidiu suspender a partir do próximo mês a importação de carnes e outros produtos de origem animal do Brasil. O motivo alegado é que o país não comprovou que a produção aqui está livre da aplicação de antimicrobianos, remédios usados para tratar o rebanho e vetados no mercado europeu. O governo e empresários do setor negociam para evitar o bloqueio.
Sobre os preços no mercado interno, a associação dos exportadores acredita em um ajuste na produção, e não na queda generalizada de preços. Já o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, aposta em um equilíbrio entre oferta e demanda.
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