MDB decide não entrar na corrida presidencial

Partido não apoiará nenhum candidato; foco será nas alianças estaduais

Da Redação


O MDB decidiu liberar os diretórios estaduais para a formação de alianças nas eleições de 2026. A medida foi aprovada durante a Convenção Nacional do partido, realizada de forma virtual nesta segunda-feira (27).

Com a decisão, cada Estado terá autonomia para negociar coligações e definir estratégias para as disputas pelos governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados e assembleias legislativas. O partido não deverá firmar uma aliança formal no plano nacional.

Assim como ocorreu em 2022, o encontro foi realizado de maneira on-line. Segundo o partido, o formato reduz despesas com passagens aéreas, hospedagem e estrutura para a realização do evento.

Presidente nacional do MDB, o deputado federal Baleia Rossi afirmou que a medida busca preservar a unidade interna e fortalecer as bases regionais.

“A liberação nacional acaba unindo e pacificando, deixando o partido mais forte para que, nos Estados, tenha um resultado bastante positivo”, declarou.

Candidato à reeleição para a Câmara dos Deputados por São Paulo, Baleia também demonstrou confiança no desempenho da legenda nas eleições proporcionais.

“Tenho absoluta convicção de que vamos ter muito sucesso na Câmara Federal e, da mesma forma, no Senado da República”, afirmou.

A estratégia considera as particularidades políticas e o histórico eleitoral de cada unidade da Federação. Pelo estatuto da legenda, os diretórios estaduais possuem força interna proporcional aos resultados obtidos nas eleições anteriores, especialmente nas disputas majoritárias.

Partido projeta crescimento no Congresso

O MDB pretende ampliar sua representação na Câmara dos Deputados e no Senado. A direção nacional avalia que o partido vem registrando crescimento desde as eleições de 2022 e 2024 e busca consolidar essa expansão em 2026.

Atualmente, a legenda contabiliza dez nomes cotados para disputar governos estaduais. Parte das candidaturas ainda dependerá de aprovação nas respectivas convenções regionais.

Nomes apresentados pelo MDB nos Estados

Entre os nomes anunciados ou indicados pela direção partidária estão:

  • Acre: Jéssica Sales, para vice-governadora;
  • Alagoas: Renan Filho, para governador; Renan Calheiros e Dr. Vanderlei, para o Senado;
  • Amapá: Acácio Favacho, para o Senado;
  • Amazonas: Eduardo Braga, candidato à reeleição ao Senado;
  • Bahia: Geraldo Júnior, candidato à reeleição como vice-governador;
  • Ceará: Eunício Oliveira, para o Senado;
  • Espírito Santo: Ricardo Ferraço, candidato à reeleição ao governo; Rose de Freitas, para o Senado;
  • Goiás: Daniel Vilela, candidato à reeleição ao governo; Zacarias, para o Senado;
  • Maranhão: Orleans Brandão, para governador; Roseana Sarney, para o Senado;
  • Mato Grosso: Janaína Riva, para o Senado;
  • Minas Gerais: Gabriel Azevedo, para governador;
  • Pará: Hana Ghasan, candidata à reeleição ao governo; Helder Barbalho, para o Senado;
  • Paraíba: Cícero Lucena, para governador; Veneziano Vital do Rêgo e André Gadelha, para o Senado;
  • Paraná: Rafael Greca, para governador; Alvaro Dias, para o Senado;
  • Piauí: Marcelo Castro, candidato à reeleição ao Senado;
  • Rio de Janeiro: Jane Reis, para vice-governadora;
  • Rio Grande do Sul: Gabriel Souza, para governador; Germano Rigotto, para o Senado;
  • Rio Grande do Norte: Hermano Morais, para vice-governador;
  • Roraima: Teresa Surita, para o Senado;
  • Rondônia: Pedro Abib, para governador; Confúcio Moura, candidato à reeleição ao Senado;
  • Santa Catarina: Carlos Chiodini, para vice-governador; Antídio Lunelli, para o Senado;
  • Sergipe: Alessandro Vieira, candidato à reeleição ao Senado;
    São Paulo: Felício Ramuth, para vice-governador;
  • Tocantins: Amélio Cayres, para vice-governador; Alexandre Guimarães, para o Senado.

Os nomes ainda poderão sofrer alterações durante as convenções estaduais e o processo de registro das candidaturas.

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