Polícia fecha “loja gourmet” de drogas operada pelas redes sociais na Capital

Suspeito de 32 anos foi preso durante a Operação Saldo Negativo; entorpecentes, arma, munições e equipamentos usados na comercialização foram apreendidos

Da Redação


A Polícia Civil prendeu um homem de 32 anos apontado como fornecedor de drogas por meio de uma espécie de “loja gourmet” virtual, operada pelas redes sociais em Campo Grande. A prisão ocorreu na quarta-feira (22), durante a "Operação Saldo Negativo", deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar).

Investigado utilizava as redes sociais para divulgar preços, promoções e realizar entregas de drogas - Fotos: Polícia Civil

Contra o investigado foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar. Conforme a Polícia Civil, o suspeito comercializava entorpecentes considerados de maior pureza e também enviava drogas para outros estados do país.

As investigações começaram após a apreensão de encomendas contendo entorpecentes postadas por meio de uma transportadora. Os pacotes teriam sido enviados por um comparsa do investigado.

A partir da ocorrência, os policiais identificaram uma estrutura de venda de drogas mantida nas redes sociais, com tabela de preços, promoções e serviço de entrega. Segundo a Denar, o esquema funcionava sob o comando do homem preso.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais apreenderam grande quantidade e variedade de substâncias entorpecentes. Também foram encontrados equipamentos utilizados no preparo, fracionamento e comercialização das drogas, como balanças de precisão, uma seladora de embalagens e uma máquina de cartão de crédito.

Uma arma de fogo e munições mantidas sem autorização legal também foram apreendidas. Diante do material localizado, o suspeito, que já era alvo de mandado de prisão preventiva, também recebeu voz de prisão em flagrante.

De acordo com a Polícia Civil, o nome "Operação Saldo Negativo" faz referência ao encerramento das movimentações financeiras da associação criminosa investigada. O grupo utilizava as redes sociais para negociar e distribuir drogas na Capital e em outros estados.

Todo o material apreendido foi encaminhado para análise pericial. As investigações continuam com o objetivo de identificar e responsabilizar outros possíveis envolvidos na cadeia de distribuição dos entorpecentes.

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