Reinaldo defende investimentos conforme a realidade de cada município

Pré-candidato ao Senado afirma que políticas públicas e emendas devem considerar as prioridades locais para garantir melhor aplicação dos recursos

Da Redação


O pré-candidato ao Senado Reinaldo Azambuja defendeu que os investimentos públicos sejam definidos conforme as necessidades específicas de cada município. A declaração foi feita durante entrevista à imprensa no interior de Mato Grosso do Sul nesta semana.

Segundo Reinaldo, enquanto algumas cidades precisam de obras de infraestrutura, outras demandam melhorias na saúde ou ações voltadas à geração de emprego e renda.

“Não existe solução única que sirva para todos. Só conhecendo de perto a realidade de cada região é que se consegue investir onde realmente é necessário”, afirmou.

O ex-governador também defendeu que esse princípio oriente a destinação de emendas parlamentares e a elaboração de políticas públicas. Durante seus dois mandatos no Governo do Estado, Reinaldo implantou um modelo de gestão conhecido como municipalismo, baseado na definição de obras e investimentos a partir das prioridades apresentadas pelas prefeituras.

O modelo permanece como uma das bases da relação entre o Governo do Estado e os municípios na atual administração de Eduardo Riedel.

Dados da Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostram que a crise financeira é a principal preocupação de cerca de 80% dos gestores municipais consultados. O levantamento ouviu 4.172 prefeituras, correspondentes a 75% dos municípios brasileiros.

Conforme o estudo, 29% das cidades encerram o ano com pagamentos atrasados a fornecedores, enquanto 31% transferem despesas já assumidas para o exercício seguinte.

A CNM aponta ainda que, de toda a arrecadação tributária nacional, 64% fica com a União, 22,5% com os estados e apenas 13,5% é destinado aos municípios. Em dois de cada três municípios, o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) representa a principal fonte de receita.

Para Reinaldo, a concentração de recursos limita a capacidade de investimento das prefeituras.

“As prefeituras conhecem suas prioridades, mas o Governo Federal não ouve com atenção essas demandas e ainda destina recursos insuficientes para as necessidades básicas”, declarou.

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