Preso por morte de soldado da PM é morto durante ataque à escolta do Bope em Corumbá

Suspeito de participação no assassinato do policial militar foi atingido durante confronto após emboscada em posto de combustíveis na BR-262; autores do ataque são procurados

Da Redação


Rubens Zilio Neto, de 35 anos, preso por suspeita de participação na morte do soldado da Polícia Militar Marcelo Pimenta da Silva, morreu no fim da tarde desse sábado (4) durante um confronto armado ocorrido no distrito de Albuquerque, em Corumbá. O detento era escoltado por policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) quando a equipe foi alvo de uma emboscada.

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De acordo com as informações do "Campo Grande News", a escolta seguia do Estabelecimento Penal Masculino de Corumbá para Campo Grande. Durante o trajeto, os policiais pararam em um posto de combustíveis às margens da BR-262 para realizar manutenção em uma das viaturas. Nesse momento, diversos disparos foram efetuados a partir de uma área de mata próxima.

Os militares reagiram à agressão e entraram na vegetação em busca dos atiradores. Houve intensa troca de tiros e, durante o confronto, Rubens foi atingido por um disparo. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

Até o momento, as autoridades não informaram de onde partiu o tiro que atingiu o preso. Nenhum policial ficou ferido durante a ação. Equipes do Bope permaneceram na região realizando buscas pelos responsáveis pelo ataque.

Preso por envolvimento na morte de policial militar Rubens havia sido preso na última quarta-feira (1º), suspeito de integrar o grupo envolvido na morte do soldado Marcelo Pimenta da Silva. O policial foi baleado na noite de terça-feira (30), durante uma perseguição em Corumbá, e morreu após ser socorrido e submetido a atendimento médico.

Segundo as investigações, a sequência criminosa começou em Ladário, quando três homens armados desceram de um Fiat Argo e tentaram executar Renato Conceição do Carmo, conhecido como "Coelho". A vítima conseguiu escapar ao se abrigar em um veículo blindado.

Após a tentativa de homicídio, os suspeitos fugiram em direção a Corumbá. Durante a perseguição policial, na Rua Totico de Medeiros, no Bairro Maria Leite, um dos ocupantes do veículo abriu fogo contra os militares.

Marcelo Pimenta da Silva foi atingido por disparos no tórax, braço e cabeça, perdeu o controle da motocicleta e caiu. Apesar de receber atendimento de emergência e passar por cirurgia, o policial não resistiu aos ferimentos.

Prisões, confronto e apreensões

Conforme consta nos autos do processo, policiais bolivianos localizaram Rubens Zilio Neto e Everton da Silva Viana após receberem informações de que os suspeitos tentavam atravessar a fronteira. Ambos foram entregues às forças de segurança brasileiras.

Ainda de acordo com o processo, Everton confessou participação no ataque que resultou na morte do soldado da PM e indicou Rubens como um dos envolvidos. As investigações também apontam que ambos teriam ligação com a organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Everton morreu posteriormente durante uma intervenção policial na Rodovia Ramon Gomes, enquanto acompanhava equipes que realizavam buscas por armamentos.

Na continuidade da operação, a Polícia Civil apreendeu dois fuzis ou carabinas, um revólver, duas pistolas, munições de diversos calibres, rádios comunicadores, distintivos, uma balaclava, aparelhos celulares e quase um quilo de maconha. Também foi apreendido o Fiat Argo prata apontado como o veículo utilizado nos ataques.

As circunstâncias da emboscada contra a escolta do Bope e a origem do disparo que matou Rubens seguem sendo investigadas pelas autoridades.

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