Cidades & Região / Mato Grosso do Sul
Reinaldo defende reforma na relação entre Brasília e estados
Pré-candidato ao Senado criticou peso da dívida pública, gastos da máquina federal e cobrou maior retorno de recursos aos municípios
Da Redação
O pré-candidato ao Senado Federal Reinaldo Azambuja defendeu uma mudança estrutural na relação entre Brasília, estados e municípios. Em entrevista ao radialista Tião Prado, no podcast do site Ponta Porã Informa, o ex-governador de Mato Grosso do Sul criticou o peso da dívida pública brasileira e afirmou que o país precisa priorizar investimentos diretos na população.
Durante a entrevista, Reinaldo classificou o atual cenário fiscal como resultado de uma “gastança desenfreada” e chamou de “agiotagem oficial” o volume de recursos destinados ao pagamento de juros da dívida pública, que já supera R$ 9 trilhões. Segundo ele, parte significativa do orçamento nacional é consumida pela estrutura do Estado, enquanto áreas essenciais, como saúde, educação e infraestrutura, deixam de receber investimentos na ponta.
“Temos um governo que gasta muito com a própria estrutura e pouco com o cidadão. Enquanto os Estados Unidos operam com 22 ministérios e a Argentina com 15, o Brasil mantém 38. É uma conta que não fecha”, afirmou.
Reinaldo também citou os oito anos em que esteve à frente do Governo de Mato Grosso do Sul como exemplo de gestão voltada aos municípios. Segundo ele, o modelo municipalista adotado no Estado permitiu ampliar investimentos em obras, serviços públicos e ações diretas para a população.
O pré-candidato defendeu ainda um Parlamento mais atuante na condução de reformas, especialmente na área tributária. Para ele, o imposto pago pelo cidadão precisa retornar em forma de infraestrutura, saúde e educação de qualidade.
Outro ponto abordado foi o impacto dos crimes transfronteiriços nas contas públicas de Mato Grosso do Sul. Reinaldo afirmou que o Estado gasta mais de R$ 18 milhões por mês para manter presos ligados a crimes que, segundo ele, deveriam ser de responsabilidade da União.
De acordo com o ex-governador, caso o Governo Federal assumisse essa obrigação, a economia anual permitiria viabilizar a construção de até 7.800 moradias em Mato Grosso do Sul.
“É uma distorção que precisa ser corrigida em Brasília. É preciso fazer esse enfrentamento técnico e político no Parlamento, para garantir que o recurso de Mato Grosso do Sul fique aqui, gerando dignidade e melhores condições de vida para quem mais precisa”, concluiu.
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