Brasil tem 8,4 milhões de analfabetos e registra menor número desde 2016

Dados do IBGE apontam avanço na alfabetização, mas mostram que desigualdades ainda persistem entre regiões e faixas etárias

Luis Gustavo, Da Redação


O Brasil atingiu o menor número de pessoas analfabetas desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2016. O país possui atualmente cerca de 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que não sabem ler e escrever, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). 

 

O levantamento aponta redução no índice de analfabetismo ao longo dos últimos anos. Em 2016, 6,7% da população nessa faixa etária era considerada analfabeta. Já em 2024, o percentual caiu para 5,3%, representando aproximadamente 9,1 milhões de brasileiros — o menor patamar registrado desde o início da pesquisa. 

 

Apesar da melhora nos indicadores educacionais, o analfabetismo ainda apresenta diferenças significativas entre grupos da população. A maior concentração está entre pessoas mais velhas: brasileiros com 60 anos ou mais continuam representando a maior parcela dos que não tiveram acesso adequado à alfabetização. 

 

Os dados também revelam desigualdade regional. O Nordeste apresenta a maior taxa de analfabetismo do país, enquanto regiões como Centro-Oeste, Sudeste e Sul registram índices menores. 

 

Segundo o IBGE, a redução está relacionada ao maior acesso das novas gerações à escola e ao avanço da escolarização infantil. No entanto, o cenário ainda exige políticas públicas voltadas principalmente para a alfabetização de adultos e idosos, grupos que concentram grande parte do desafio educacional brasileiro. 

 

Além da queda no analfabetismo, a pesquisa mostra crescimento no tempo médio de estudo da população e aumento da proporção de brasileiros com ensino médio e superior completos, indicando mudanças no perfil educacional do país. *Com informações da Agência Brasil.

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