Nacional & Geral / Política
Candidaturas femininas crescem, mas número de eleitas continua baixo no Brasil
Apesar do avanço na participação de mulheres nas disputas eleitorais, representação feminina nos cargos eletivos segue distante da proporção da população brasileira
Luis Gustavo, Da Redação*
A participação das mulheres nas eleições brasileiras continua avançando, mas o crescimento das candidaturas ainda não se reflete na mesma proporção entre os eleitos. Dados recentes mostram que, embora a presença feminina nas disputas tenha aumentado nos últimos anos, a ocupação de cargos políticos por mulheres permanece significativamente inferior à masculina.
Nas eleições gerais, as candidaturas femininas passaram de cerca de 32% em 2018 para aproximadamente 34% em 2022. Já nas eleições municipais, as mulheres representaram cerca de 34% das candidaturas tanto em 2020 quanto em 2024, mantendo participação estável, porém ainda distante da maioria masculina.
Mesmo com a legislação que estabelece uma cota mínima de 30% de candidaturas femininas para cargos proporcionais, os resultados nas urnas continuam abaixo do esperado. Em 2024, as mulheres corresponderam a 35,4% das candidaturas para vereadora, mas conquistaram apenas 18,2% das vagas. Em 2020, esse percentual foi de 16,1%, indicando avanço gradual, porém insuficiente para alcançar maior equilíbrio na representação política.
Os números também chamam atenção nos cargos majoritários. Nas eleições municipais de 2024, apenas 13% dos eleitos foram mulheres. Na ocasião, nenhuma mulher foi eleita prefeita de capital brasileira no primeiro turno, cenário que evidenciou a dificuldade de transformar candidaturas em vitórias eleitorais.
Diante desse quadro, iniciativas vêm sendo discutidas para ampliar a presença feminina na política. Uma das propostas em tramitação na Câmara dos Deputados prevê que a cota mínima de candidaturas femininas passe a acompanhar a proporção de mulheres na população brasileira, atualmente superior a 50%, em substituição ao percentual fixo de 30%.
Além das mudanças legislativas, o Tribunal Superior Eleitoral também lançou campanhas para incentivar candidaturas de mulheres, negros e indígenas, buscando ampliar a diversidade na representação política brasileira. *Com informações da Agência Brasil.
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