Nacional & Geral / Política
Witzel lança pré-candidatura ao governo do Rio após 5 anos inelegível
Ex-governador anuncia retorno à política pelo Democratas e promete endurecer combate ao crime
Por CNN Brasil
O ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel lançou nessa segunda-feira (8) sua pré-candidatura ao governo do estado pelo Democrata. O anúncio marca o retorno do ex-juiz federal à disputa eleitoral após cumprir o período de cinco anos de inelegibilidade por causa de seu impeachment.
"Eles me derrubaram, mas não me quebraram. Hoje, oficializamos a minha pré-candidatura ao governo do Rio de Janeiro pelo Partido Democrata (sic) [Democratas]. Não por vaidade, mas porque o povo fluminense merece mais do que medo, abandono e omissão", afirmou em comunicado divulgado por sua pré-campanha.
Witzel declarou que, caso seja eleito, adotará uma política de segurança baseada na tolerância zero ao crime, defenderá o enquadramento de criminosos com fuzis como terroristas e pretende criar uma Secretaria Estadual da Capelania.
O ex-governador sofreu impeachment em abril de 2021 por crimes de responsabilidade de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Em seu comunicado, ele classificou o episódio como uma tentativa do sistema de "calá-lo".
"O sistema tentou me calar. Mas juiz conhece a lei. Militar conhece a missão. E Deus conhece o meu coração. Estamos de volta. E desta vez, o Rio não vai nos parar no meio do caminho", concluiu.
Entenda o impeachment de Witzel
Wilson Witzel foi afastado definitivamente do cargo de governador do Rio de Janeiro em 30 de abril de 2021 e ficou inelegível por cinco anos.
O pedido de impeachment foi apresentado em maio de 2020 pelos então deputados estaduais Luiz Paulo (à época no PSDB, atualmente no Cidadania) e Lucinha (PSDB). Os parlamentares utilizaram informações da Operação Placebo, da Polícia Federal, que investigava suspeitas de irregularidades em contratos da área da saúde no estado.
Antes da conclusão do processo político, Witzel já havia sido afastado do cargo por decisão do ministro Benedito Gonçalves, relator das investigações no Superior Tribunal de Justiça.
A investigação teve como um de seus principais elementos a delação do ex-secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, que apontou a existência de um esquema de desvios e atribuiu a Witzel participação nas supostas irregularidades.
Segundo denúncia do Ministério Público Federal, teria sido estruturada uma organização criminosa no âmbito do governo estadual, composta por diferentes grupos que disputavam influência sobre áreas estratégicas da administração pública mediante pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.
De acordo com a acusação, empresários ligados a esses grupos teriam buscado controlar secretarias estaduais, especialmente a área da saúde, para beneficiar empresas contratadas pelo governo.
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