Nacional & Geral / Saúde
Automedicação: riscos e como evitá-la no dia a dia
Especialistas alertam que, além de aumentar casos de intoxicação, prática também pode dificultar diagnósticos e agravar doenças
Da Redação
A automedicação faz parte da rotina de muitos brasileiros e segue sendo motivo de preocupação entre profissionais da saúde. O hábito de tomar medicamentos sem orientação médica, muitas vezes para aliviar sintomas considerados simples, pode trazer consequências sérias para o organismo.
Em meio à correria do cotidiano, é comum que dores de cabeça, febre, resfriados ou desconfortos sejam tratados com remédios já conhecidos ou indicados por amigos e familiares. No entanto, mesmo medicamentos vendidos sem receita podem causar efeitos colaterais importantes quando são usados de forma incorreta.
Automedicação e os impactos causados pelo uso inadequado
Os riscos da automedicação vão muito além das reações alérgicas. O uso frequente e sem acompanhamento profissional pode comprometer diferentes órgãos do corpo e até mascarar sintomas de doenças mais graves. Entre os principais problemas associados à prática, estão:
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intoxicação medicamentosa;
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sobrecarga no fígado e nos rins;
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agravamento de doenças já existentes;
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resistência bacteriana causada pelo uso incorreto de antibióticos;
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dependência de determinados medicamentos;
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interações perigosas entre remédios.
Outro fator que preocupa especialistas é o costume de reutilizar receitas antigas. Um medicamento indicado em determinado momento pode não ser adequado para outra situação, mesmo quando os sintomas parecem semelhantes.
Além disso, misturar medicamentos com bebidas alcoólicas, suplementos ou outras substâncias sem orientação adequada pode aumentar os riscos de efeitos adversos. Em muitos casos, o alívio temporário dos sintomas prorroga a procura por atendimento médico, dificultando o diagnóstico correto e o início do tratamento necessário.
Riscos e como evitar a automedicação no cotidiano
A informação e o acompanhamento profissional são considerados fundamentais para reduzir os casos de automedicação. Pequenas mudanças de comportamento ajudam a tornar o uso de medicamentos mais seguro no dia a dia. Algumas medidas simples podem fazer a diferença, como:
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procurar avaliação médica em sintomas persistentes;
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evitar indicações feitas por conhecidos;
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não compartilhar medicamentos;
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respeitar doses e horários prescritos;
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ler as orientações presentes na bula;
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manter os medicamentos armazenados corretamente.
Farmacêuticos também têm papel importante nesse processo, principalmente na orientação sobre o uso racional dos medicamentos. Profissionais formados na faculdade de farmácia contribuem diretamente para esclarecer dúvidas, identificar riscos e orientar a população sobre possíveis reações e cuidados necessários.
Combater a automedicação depende não apenas de campanhas de conscientização, mas também de acesso a informação de qualidade. Embora seja uma prática comum, os riscos e como evitar esse hábito precisam fazer parte das discussões sobre saúde pública e prevenção.
A busca por orientação adequada continua sendo a forma mais segura de evitar complicações e garantir tratamentos mais eficazes no dia a dia.
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