Governo de MS formaliza PPP do Hospital Regional com investimento bilionário

Projeto prevê ampliação para 577 leitos, modernização da estrutura e manutenção do atendimento gratuito pelo SUS

Da Redação


O Governo de Mato Grosso do Sul formalizou na segunda-feira (11) a Parceria Público-Privada (PPP) do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), em Campo Grande. O projeto prevê ampliação da estrutura, modernização tecnológica e aumento da capacidade de atendimento da unidade, mantendo o hospital público e com atendimento gratuito pelo SUS.

Segundo o governador Eduardo Riedel, a PPP foi definida após quase três anos de estudos e terá foco na modernização da gestão e expansão do hospital.

O projeto prevê investimentos de R$ 7,3 bilhões ao longo de 30 anos para operação e manutenção da unidade, além de R$ 966 milhões destinados às obras de ampliação, renovação tecnológica e modernização da estrutura.

Governo de MS formalizou PPP do Hospital Regional para ampliar leitos e modernizar estrutura da unidade – Fotos: Bruno Rezende, Secom/MS

Com a nova parceria, o hospital terá aumento de 60% na capacidade, passando a contar com 577 leitos. A previsão é ampliar os atendimentos anuais de 30 mil para 42 mil e quase dobrar o número de internações mensais, passando de 1,4 mil para 2.760 pacientes.

A empresa Inova Saúde MS, subsidiária da Construcap, foi confirmada como responsável pela gestão dos serviços não assistenciais da unidade, com proposta de R$ 15,9 milhões mensais, valor 22% menor que o previsto inicialmente no edital.

Governo de MS formalizou PPP do Hospital Regional para ampliar leitos e modernizar estrutura da unidade – Fotos: Bruno Rezende, Secom/MS

O secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, destacou que o modelo busca melhorar a experiência dos pacientes e oferecer melhores condições de trabalho aos profissionais da saúde.

O governo reforçou que a PPP não representa privatização do hospital. A gestão assistencial seguirá sob responsabilidade do Estado, enquanto a concessionária ficará encarregada de serviços como limpeza, manutenção, lavanderia, segurança, nutrição, logística, estacionamento e engenharia clínica.

As obras de expansão deverão ser concluídas em até dois anos, enquanto a reforma das estruturas existentes terá prazo adicional de mais dois anos.

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