Cidades & Região / Nova Andradina
Jovens de Nova Andradina avançam em competição global e disputam prêmio de US$ 1 milhão
Projeto de bioeconomia com a macaúba coloca universitários sul-mato-grossenses entre as melhores iniciativas de impacto do mundo
Da Redação
Um grupo de jovens universitários de Nova Andradina vem ganhando destaque no cenário internacional ao avançar para as etapas nacionais do Hult Prize, considerada a maior competição global de empreendedorismo social universitário. O projeto Macavida, desenvolvido pela equipe Elo 67, do time Enactus UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) Nova Andradina, está entre as 1.500 startups selecionadas em todo o mundo, de um total de 18 mil equipes inscritas em mais de 130 países.
A classificação coloca o município no mapa global da inovação e do empreendedorismo de impacto. Menos de 9% dos projetos inscritos chegaram a essa fase.
A próxima etapa será realizada no dia 8 de maio de 2026, no Salão Nobre da Fundação Getulio Vargas, em São Paulo, onde a equipe apresentará a proposta presencialmente. O projeto vencedor da final global, prevista para ocorrer em Nova York, receberá um investimento de US$ 1 milhão para viabilizar a startup.
Bioeconomia e impacto social no Cerrado
O Macavida é uma iniciativa de bioeconomia que transforma a macaúba — fruto nativo do Cerrado — em produtos alimentícios nutritivos, promovendo, ao mesmo tempo, preservação ambiental e desenvolvimento regional.
Criado por universitários sob orientação da professora Dra. Gislayne Goulart, o projeto surgiu a partir da identificação do desperdício de um recurso abundante e de alto valor nutricional. A proposta integra inovação, sustentabilidade e geração de renda.
Na prática, a iniciativa atua diretamente com a agricultura familiar, com foco especial em mulheres produtoras rurais, estruturando uma cadeia produtiva rastreável em torno da macaúba.
“Vemos no Macavida uma oportunidade de transformar esse fruto do Cerrado em uma cadeia de valor sustentável, capaz de gerar renda e novos produtos para a agricultura familiar”, destacou João Vitor Lima, sócio-fundador do projeto.
Para João Lucas Silva, também sócio-fundador, o avanço representa mais que uma conquista competitiva. “É um reconhecimento do trabalho desenvolvido em Nova Andradina e região. Temos orgulho de representar nossa cidade e o Mato Grosso do Sul em um evento desse nível”, afirmou.
A orientadora do projeto, professora Gislayne Goulart, reforça o potencial da iniciativa. Segundo ela, o Macavida nasce de uma leitura estratégica do território. “A macaúba sempre esteve presente no Cerrado, com valor nutricional e econômico comprovado. O projeto mostra que é possível unir preservação ambiental e geração de renda, evidenciando o potencial do interior do Brasil em propor soluções globais”, destacou.
Trajetória de conquistas
Antes de alcançar o palco internacional, o Macavida já acumulava resultados expressivos. O projeto conquistou o 3º lugar estadual no Programa Jovem Sucessor Rural, do SENAR-MS, e também o 3º lugar na região Centro-Oeste no programa Supernova 2025, realizado pelo Sebrae em parceria com o Ministério da Educação.
Atualmente, a iniciativa também figura como semifinalista do Prêmio Alimentação em Foco, promovido pela Fundação Cargill em parceria com a Enactus Brasil.
O projeto é desenvolvido por integrantes do time Enactus UFMS Nova Andradina, iniciativa que tem contribuído para destacar a universidade no cenário nacional de empreendedorismo de impacto.
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