Nacional & Geral / Internacional
Brasil e Senegal buscam voos mais diretos e ampliam laços econômicos
Aproximação entre os dois países inclui voos diretos, investimentos agrícolas e alinhamento diplomático
Luis Gustavo, Da Redação*
O governo brasileiro trabalha para reduzir o tempo de viagem entre o Brasil e o Senegal, na Costa Oeste da África. Atualmente, não existem voos diretos entre os dois países, e os passageiros frequentemente precisam fazer escalas em Dubai, em cidades europeias ou em outros destinos africanos — mesmo com Natal (RN) estando a apenas 2,9 mil quilômetros de Dacar, distância menor do que a que separa a cidade brasileira de Lisboa.
A embaixadora brasileira no Senegal, Daniella Xavier, defende acordos de *codeshare* entre empresas aéreas brasileiras e a estatal Air Senegal, além de parcerias com companhias de Marrocos, Etiópia e Turquia. "Não é lógico que tenhamos que ir à Europa para vencer menos de 3 mil km", afirmou.
No campo econômico, o comércio bilateral atingiu US$ 386,1 milhões em 2025, com forte saldo favorável ao Brasil. Em outubro do ano passado, a empresa brasileira West Aves anunciou a criação da primeira indústria de genética agrícola no Senegal, com investimento inicial de US$ 20 milhões e previsão de 1.300 empregos.
Os dois países também convergem em posições multilaterais, como a defesa da reforma do Conselho de Segurança da ONU, que hoje exclui representantes da América do Sul e da África entre seus membros permanentes. *Com informações da Agência Brasil.
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