Os Pecadores, tudo sobre o filme de Coogler com Jordan

Da Redação


Os pecadores, título brasileiro para o filme Sinners, é uma das produções mais comentadas de 2025 e está disponível gratuitamente no Mercado Play. Para quem quer saber tudo antes de assistir, este é o guia completo.

O que é o filme

Pecadores é um longa-metragem de horror com elementos de drama histórico, musical e western, escrito e dirigido por Ryan Coogler. Foi produzido pela empresa Proximity Media do próprio Coogler e distribuído globalmente pela Warner Bros. Nos cinemas, estreou em abril de 2025 e arrecadou mais de 370 milhões de dólares em bilheteria mundial com orçamento de aproximadamente 90 milhões.

Sinopse

O filme se passa em 1932, no Mississippi Delta, durante o período Jim Crow nos Estados Unidos. Smoke e Stack, irmãos gêmeos ex-gangsters que trabalharam para Al Capone em Chicago, voltam à cidade natal com dinheiro e um plano: comprar uma serraria abandonada e transformá-la num juke joint, um bar de música ao vivo para a comunidade negra local.

Eles recrutam músicos, cozinheiros e pessoal de apoio, incluindo o jovem primo Sammie (Miles Caton), um prodígio do blues. Na noite de abertura, o estabelecimento é invadido por uma ameaça vampírica liderada por Remmick (Jack O'Connell), que usa a própria música como ferramenta de sedução e conversão. O que deveria ser uma celebração vira uma luta pela sobrevivência, e por preservar algo que não pode ser deixado para trás.

Elenco

  • Michael B. Jordan como Elijah "Smoke" Moore e Elias "Stack" Moore (personagem duplo)
  • Miles Caton (estreia no cinema) como Sammie, o músico de blues
  • Hailee Steinfeld como Mary
  • Jack O'Connell como Remmick, o vampiro irlandês
  • Wunmi Mosaku como Annie
  • Delroy Lindo como Delta Slim
  • Jayme Lawson como Pearline

Premiações

  • Na 98ª cerimônia do Oscar (janeiro de 2026), Pecadores recebeu 16 indicações — o recorde histórico para um único filme — e ganhou quatro:
  • Melhor Ator: Michael B. Jordan
  • Melhor Roteiro Original: Ryan Coogler
  • Melhor Fotografia: Autumn Durald Arkapaw (primeira mulher a ganhar na categoria)
  • Melhor Trilha Sonora Original: Ludwig Göransson

Ficha técnica

  • Direção e roteiro: Ryan Coogler
  • Fotografia: Autumn Durald Arkapaw
  • Trilha sonora: Ludwig Göransson
  • Duração: 137 minutos
  • Classificação: 16 anos

Entretenimento acessível: uma mudança estrutural no consumo cultural
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Ryan Coogler e a tradição do cineasta como autor

Ryan Coogler pertence a uma geração de cineastas que entraram em Hollywood pelo circuito independente e construíram carreiras dentro do sistema sem perder a voz autoral. Fruitvale Station (2013), seu primeiro longa, foi filmado com orçamento mínimo e ganhou o Grande Prêmio e o Prêmio da Audiência no Sundance. Creed (2015) provou que ele poderia trabalhar com estúdios em produções maiores sem abrir mão da especificidade que tornou seu trabalho notável. Black Panther (2018) o colocou num patamar que poucos cineastas negros haviam alcançado no cinema mainstream americano.

Pecadores representa algo diferente em sua filmografia: é seu primeiro projeto inteiramente original, roteiro próprio, sem adaptação de material prévio, desenvolvido dentro de um estúdio grande. O fato de ter garantido uma cláusula de retorno dos direitos para si e para Michael B. Jordan após um período inicial revela uma consciência sobre posse criativa que a maioria dos cineastas nessa posição não consegue negociar.


A música como personagem em Pecadores

Ludwig Göransson, que compôs a trilha sonora de Pecadores e ganhou o Oscar pela categoria, tem uma relação com o material que vai além do técnico. Seu pai era músico e ele cresceu ouvindo blues, o gênero que está no coração do filme. Essa conexão pessoal com o material resultou numa partitura que não apenas ilustra as cenas, mas participa delas como personagem ativo.

Em um dos momentos mais comentados do filme, a música que Sammie toca no juke joint cria uma visão que conecta diferentes eras e culturas musicais da diáspora africana. Göransson trabalhou com músicos de blues reais para capturar autenticidade nessas cenas. O Oscar que a trilha ganhou não foi por habilidade técnica isolada, foi pelo reconhecimento de uma integração entre música e narrativa que raramente acontece com tal profundidade.

Essa mudança tem implicações que vão além do número de usuários ativos em qualquer plataforma. Ela contribui para reduzir a pirataria, para criar um mercado de publicidade digital mais maduro e, em última análise, para construir um ecossistema de entretenimento mais diverso e mais includente.

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