Economia & Negócios / Economia
Óleo diesel acumula alta de 20,4% em 2026 e preço médio chega a R$ 7,26
A disparada nos postos reflete crise no Oriente Médio e instabilidade no mercado internacional de petróleo; governo adota medidas de subvenção, mas preço já vinha em alta
Por Band
A alta de preços no óleo diesel, intensificada nas últimas semanas devido aos conflitos no Oriente Médio, que impulsionaram o preço do petróleo em todo o mundo, já acumula uma alta de 20,4% em 2026, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). As altas, porém, vem sendo sentidas pelos usuários de diesel meses antes do início do conflito.
Até a semana passada, a alta acumulada do diesel em 2026 era de 19,86% e vinha motivando os caminhoneiros a uma possível paralisação nacional. Nesta semana, a ANP divulgou que com as altas consecutivas do petróleo nas últimas semanas, o preço do diesel no Brasil acumulou uma alta de 20,4% desde o início do ano.
No final de fevereiro, o combustível era comercializado, em média, a R$ 6,03 por litro. Na última semana, o diesel comum registrou alta de 6,76%, passando de R$ 6,80 para R$ 7,26. O diesel S10, com menor teor de enxofre e mais utilizado em frotas modernas, acompanhou o movimento e atingiu média de R$ 7,35 por litro.
Em algumas cidades do Rio Grande do Sul, agricultores denunciaram redes de postos de combustíveis que estão vendendo o litro de óleo diesel por R$ 8,99. A prática travou os trabalhos de colheita da safra de verão - de soja e arroz - no estado. O diesel é o principal insumo logístico para o escoamento de safras e operação de maquinários agrícolas, o que pode pressionar os custos de produção e o preço final dos alimentos ao consumidor.
Medidas de alívio
O Governo Federal oficializou um pacote de medidas emergenciais para tentar conter o repasse integral da alta internacional. Entre as ações, destaca-se a desoneração de tributos federais (PIS e Cofins) sobre o combustível e a criação de um programa de subvenção econômica.
O programa de subvenção, operado pela própria ANP, prevê o pagamento de até R$ 0,32 por litro para produtores e importadores, desde que o benefício seja comprovadamente repassado ao consumidor final. Somadas às isenções tributárias, o governo estima um alívio potencial de até R$ 0,64 por litro no preço de referência.
Outra medida que o governo estuda é a isenção de até R$ 1,20 por litro, com a colaboração de estados, que calculam o ICMS independemente do governo federal. Neste caso, o governo federal arcaria com R$ 0,60 por litro enquanto os estados, pelos outros R$ 0,60 por litro.
Além dos subsídios, a ANP anunciou que irá ampliar o monitoramento de estoques e a fiscalização nos postos de combustíveis. O objetivo é identificar cobranças abusivas que não estejam alinhadas aos custos de aquisição pelas distribuidoras. A Polícia Federal também abriu inquérito para investigar possíveis crimes contra a economia popular e garantir que as medidas de desoneração cheguem efetivamente às bombas.
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