Mato Grosso do Sul registra 3 mil casos prováveis de chikungunya e quase 1,9 mil de dengue em 2026

Dados dos boletins epidemiológicos divulgados na quarta-feira (25) mostram maior pressão da chikungunya no Estado, com seis mortes confirmadas, enquanto a dengue segue sem óbitos até a 11ª semana epidemiológica

Da Redação


Mato Grosso do Sul já contabiliza 3.058 casos prováveis de chikungunya em 2026, com 1.452 confirmações, seis óbitos e 21 casos confirmados em gestantes, conforme os dados da 11ª semana epidemiológica divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde na última quarta-feira (25). No mesmo período, o Estado registrou 1.897 casos prováveis de dengue, 270 confirmações e nenhum óbito confirmado ou em investigação, indicando um cenário mais grave para a chikungunya neste início de ano.

Os números reforçam a diferença no comportamento das duas arboviroses em 2026. No boletim da chikungunya, a incidência estadual é de 110,9 casos prováveis por 100 mil habitantes, patamar classificado como médio, enquanto a dengue apresenta incidência de 68,8, considerada baixa no consolidado estadual. Ainda assim, os boletins mostram que diversos municípios seguem em alerta, com índices bem acima da média sul-mato-grossense.

No caso da chikungunya, Fátima do Sul lidera o ranking estadual de incidência, com 485 casos prováveis e taxa de 2.353,3 por 100 mil habitantes. Em seguida aparecem Jardim, com incidência de 1.125,9, e Sete Quedas, com 1.064,2. Dourados também chama atenção, com 553 casos prováveis e incidência de 227,2. Já Nova Andradina soma 23 casos prováveis, com incidência de 47,4, índice classificado como baixo.

Na dengue, Corumbá aparece na primeira colocação, com 409 casos prováveis e incidência de 424,9 por 100 mil habitantes. Costa Rica, Antônio João, Jardim e Sete Quedas completam os primeiros lugares no ranking estadual. Dourados registra 239 casos prováveis e incidência de 98,2, enquanto Nova Andradina também contabiliza 23 casos prováveis, com incidência de 47,4.

O dado mais preocupante do boletim de chikungunya é o registro de seis mortes confirmadas no Estado. Os óbitos foram contabilizados em Dourados, com cinco ocorrências, e Bonito, com uma. Entre as vítimas, há idosos e também dois bebês, o que evidencia a gravidade da doença e a necessidade de atenção redobrada por parte dos serviços de saúde e da população.

Já no boletim da dengue, além da ausência de mortes em 2026 até o momento, o documento destaca 270 casos confirmados no Estado e incidência de 9,8 por 100 mil habitantes. O material também traz dados da campanha de vacinação, apontando que Mato Grosso do Sul recebeu 241.030 doses, aplicou 147.123 primeiras doses e 88.420 segundas doses, alcançando cobertura de 73,79% para D1 e 44,34% para D2 na população-alvo de 10 a 14 anos.

Apesar de os boletins apontarem estabilidade relativa da dengue em comparação com anos anteriores, o avanço da chikungunya acende um sinal de alerta no Estado, especialmente diante do número de confirmações, da incidência em diversos municípios e da confirmação de mortes. As autoridades de saúde reforçam que os dados são parciais e podem sofrer alterações conforme atualização dos municípios no sistema oficial.

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