Operação identifica 96 fraudes e furtos de água em Corumbá

Ação conjunta da Sanesul com forças policiais vistoriou cerca de 200 imóveis na região alta da cidade e apura responsabilidades criminal e administrativa

Da Redação


Uma operação conjunta da Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul), Polícia Civil, Delegacia de Polícia de Ladário, Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) e Polícia Científica identificou 96 irregularidades em ligações de água na região alta de Corumbá, nessa quarta-feira (25).

Ao todo, as equipes vistoriaram aproximadamente 200 unidades residenciais e constataram casos de furto de água e fraudes no sistema de abastecimento. Conforme a natureza de cada ocorrência, os responsáveis poderão responder por crime de furto ou furto qualificado.

De acordo com a Sanesul, os envolvidos serão notificados administrativamente pela concessionária, que adotará as providências cabíveis dentro de sua área de atuação. Paralelamente, as autoridades policiais darão continuidade às investigações para apurar responsabilidades.

Operação conjunta da Sanesul e forças policiais identificou 96 irregularidades em ligações de água durante fiscalização em cerca de 200 imóveis - Foto: Sanesul

A empresa reforçou que o furto de água é crime e pode resultar em penalidades como multa e até reclusão, conforme previsto em lei. Além das consequências legais, as ligações clandestinas comprometem diretamente o abastecimento da população.

Segundo a concessionária, as fraudes alteram o funcionamento planejado da rede de distribuição, provocam queda de pressão e dificultam o fornecimento para imóveis localizados em pontos mais altos ou mais distantes. A prática também prejudica o controle do consumo, interfere no planejamento de melhorias e expansões da rede e pode gerar riscos à saúde pública.

Ainda conforme a Sanesul, ligações feitas fora dos padrões técnicos podem facilitar a entrada de sujeira e até de esgoto na tubulação, comprometendo a qualidade da água distribuída à população.

A orientação da empresa é para que moradores em situação irregular procurem a concessionária para regularizar o fornecimento. O procedimento deve seguir as normas técnicas e as exigências da agência reguladora, a fim de evitar sanções e garantir a segurança do sistema.

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