Cidades & Região / Batayporã
Prefeito de Batayporã contesta traçado da ponte e defende rota pelo município
Germino Roz afirma que município vai adotar medidas para garantir que ligação com Porto São José considere o percurso já existente em Batayporã
Da Redação
O prefeito de Batayporã, Germino Roz (PSDB), afirmou neste domingo (22) que o município vai defender, em todas as instâncias necessárias, que o traçado de acesso à futura ponte sobre o Rio Paraná passe por Batayporã, e não por Taquarussu, como foi apresentado durante o lançamento do anteprojeto realizado no sábado (21), em São Pedro do Paraná (PR).
A manifestação foi feita por meio das redes sociais, um dia após o evento que reuniu os governadores de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, e do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, para a entrega do anteprojeto de infraestrutura da ponte que ligará os dois estados na região de Porto São José.
Na publicação, Germino afirmou que o município foi convidado para o lançamento da obra da ponte, que deverá ser construída em território de Batayporã, mas destacou que não havia sido informado previamente sobre a apresentação do anteprojeto da estrada de acesso. Segundo ele, durante a cerimônia, autoridades mencionaram, com base no estudo preliminar, que o traçado seguiria por Taquarussu, “aparentemente em linha reta”.
O prefeito disse acompanhar o tema desde 2017 e ressaltou que há posicionamentos contrários a esse traçado por parte do Conselho Gestor da Área de Proteção Ambiental (APA), além de tratativas já realizadas com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
De acordo com Germino, questões ambientais desfavorecem a implantação do acesso pela região das veredas. Por isso, a administração municipal sustenta que o trajeto a ser considerado no estudo deve ser o já existente em Batayporã. O prefeito também informou que aguarda a publicação do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA), elaborado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, para que a Procuradoria Municipal possa adotar medidas judiciais, incluindo a possibilidade de mandado de segurança na Justiça Federal.
A obra é tratada como estratégica para a logística regional. Com a nova ligação entre Mato Grosso do Sul e Paraná, a expectativa é reduzir em até 130 quilômetros a distância até o Porto de Paranaguá, um dos principais corredores de exportação do país. O anteprojeto prevê investimento estimado em R$ 1,37 bilhão, incluindo a construção da ponte e dos acessos viários, com prazo aproximado de 48 meses para execução após a emissão da ordem de serviço.
Durante o evento em Porto São José, os governadores destacaram o potencial da obra para fortalecer a integração regional, ampliar a mobilidade entre os estados e facilitar o escoamento da produção. Atualmente, o deslocamento entre Mato Grosso do Sul e o noroeste paranaense exige desvio por território paulista, passando pela barragem de Primavera, trecho marcado por lentidão no tráfego e restrições de peso para caminhões.
A posição de Batayporã, no entanto, abre um novo capítulo no debate sobre o empreendimento, especialmente em relação ao traçado dos acessos em território sul-mato-grossense.
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