Policial / Polícia
Ex-companheiro confessa ter provocado incêndio que matou mulher em Paranhos
Polícia Civil esclarece morte de Ereni Benites, de 44 anos; suspeito admitiu ter usado desodorante aerossol e isqueiro para iniciar o fogo na residência da vítima
Da Redação
A Polícia Civil de Paranhos esclareceu o incêndio que resultou na morte de Ereni Benites, de 44 anos, ocorrido em sua residência. Após diligências investigativas e a coleta de elementos probatórios, os policiais identificaram e obtiveram a confissão do ex-companheiro da vítima, Juares Fernandes, de 52 anos, apontado como autor do crime.
Durante o curso da investigação, equipes da Polícia Civil colheram diversos depoimentos e reuniram indícios que apontavam para a possível participação do suspeito. As informações permitiram a reconstrução preliminar da dinâmica dos fatos.
Conforme apurado, momentos antes do incêndio, Ereni havia deixado um local onde consumia bebidas alcoólicas e retornado para sua residência com a intenção de dormir. Pouco tempo depois, o imóvel foi tomado pelas chamas.
Diante das provas reunidas e das contradições apresentadas ao longo dos depoimentos, Juares Fernandes foi novamente ouvido pelas autoridades policiais. Confrontado com os elementos já levantados pela investigação, ele acabou confessando a autoria do crime.
Em seu relato, o suspeito afirmou que utilizou um desodorante aerossol juntamente com um isqueiro para atear fogo na residência da vítima, o que provocou a rápida propagação das chamas.
Após a confissão, novas diligências foram realizadas pelos policiais civis, que localizaram nas proximidades do local do crime os objetos utilizados na ação: um isqueiro e um frasco de desodorante aerossol.
Diante dos elementos reunidos, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do suspeito, pedido que recebeu parecer favorável do Ministério Público. O autor permanecerá à disposição da Justiça.
A Polícia Civil destacou que a elucidação do caso foi resultado do trabalho investigativo, da análise técnica das informações e da colaboração de testemunhas, fatores que permitiram esclarecer os fatos e responsabilizar o autor.
O caso é tratado como feminicídio e representa o sétimo registro desse tipo de crime em Mato Grosso do Sul em 2026.
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