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Advogada de MS é investigada por integrar quadrilha do “falso advogado” que aplicou golpe em idosa
Investigação da Polícia Civil do Distrito Federal identificou seis envolvidos em esquema de estelionato eletrônico
Da Redação
Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) resultou na desarticulação de um esquema criminoso especializado em fraudes eletrônicas conhecido como golpe do “falso advogado”. Entre os investigados está uma advogada de Mato Grosso do Sul, apontada como integrante da quadrilha responsável por aplicar golpes, principalmente contra pessoas idosas. A identidade dela não foi revelada.
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A apuração foi conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), vinculada ao Departamento de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (DECOR), e contou com apoio operacional da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS).
No Estado, participaram das diligências equipes do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (DEFRON) e das delegacias de Polícia Civil dos municípios de Caarapó e Juti. As ações ocorreram principalmente nas cidades de Dourados e Juti, reforçando a importância da integração entre forças policiais no combate ao crime organizado e às fraudes cibernéticas.
Como funcionava o golpe
Segundo as investigações, os criminosos entravam em contato com as vítimas por meio de aplicativos de mensagens, se passando pelo advogado responsável por um processo judicial real. Utilizando o nome e até a fotografia do verdadeiro profissional, os golpistas informavam que seria necessário realizar pagamentos urgentes para a conclusão do processo.
Convencidas pela narrativa e pela aparente legitimidade das informações, as vítimas eram induzidas a realizar transferências bancárias para contas controladas pela organização criminosa.
Em um dos casos investigados, uma pessoa idosa realizou transferências após acreditar que estava resolvendo pendências processuais. O grupo ainda tentou obter um segundo pagamento, de valor mais elevado, mas a tentativa foi frustrada após a vítima perceber a fraude.
Crime operado de dentro de presídio
Outro ponto considerado grave pelas autoridades é que parte das comunicações utilizadas no golpe foi realizada a partir do interior de um estabelecimento prisional localizado em Dourados.
A constatação indica que integrantes da organização continuavam operando o esquema criminoso mesmo durante o cumprimento de pena, utilizando aparelhos celulares de forma ilegal dentro da unidade.
Participação de advogada
Durante a investigação, os policiais também identificaram a participação de uma advogada regularmente inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Conforme apurado, ela teria desempenhado papel relevante na estrutura do grupo, auxiliando na dissimulação da origem ilícita dos valores obtidos com as fraudes.
Ao todo, seis pessoas foram identificadas e indiciadas pelos crimes de estelionato eletrônico, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Somadas, as penas máximas podem chegar a até 26 anos de reclusão.
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