Operação mira organização criminosa e cumpre 24 prisões em MS e em mais dois estados

Ação coordenada pela Polícia Civil do Paraná atinge alvos no Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina; líder do grupo comandava esquema de dentro de presídio em MS

Luis Gustavo, Da Redação


A Polícia Civil do Paraná, por meio da Divisão Estadual de Narcóticos (DENARC) e da 5ª Subdivisão Policial de Pato Branco, deflagrou, nesta quarta-feira (25), a “Operação Matrioska” para desarticular um grupo criminoso investigado por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

Operação “Matrioska” mobilizou forças policiais em três estados para cumprir mandados contra organização criminosa ligada ao tráfico de drogas - Fotos: Polícia Civil/Divulgação

A investigação começou em 26 de agosto de 2025, após a prisão em flagrante de uma mulher de Pato Branco, flagrada em Realeza (PR) transportando mais de dois quilos de crack em um ônibus de linha. A partir daí, os policiais identificaram uma estrutura hierarquizada dedicada à aquisição, transporte e distribuição de crack e cocaína, além da ocultação de recursos ilícitos.

Segundo a apuração, a liderança era exercida por um detento custodiado em presídio de segurança máxima no Mato Grosso do Sul, que continuava coordenando rotas, distribuição e movimentação financeira por meio de “laranjas”. A droga era trazida de MS para Pato Branco, principalmente por mulheres que viajavam em ônibus, muitas vezes acompanhadas de filhos para evitar suspeitas.

Foram expedidos 24 mandados de prisão preventiva, 34 de busca e apreensão, além de bloqueios de ativos financeiros. As ações ocorreram no Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, com apoio das Polícias Civis locais.

Policiais cumprindo mandados de buscas - Foto: Polícia Civil/Divulgação

Em Campo Grande, equipes do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO) cumpriram mandados, inclusive em cela de um dos investigados na Segurança Máxima, onde foram apreendidos sete celulares.

O nome “Matrioska” faz referência à boneca russa que guarda várias peças em seu interior, simbolizando a estrutura em camadas do grupo e a forma de ocultação da droga junto ao corpo. Mais da metade dos alvos identificados são mulheres.

As investigações prosseguem com a análise dos materiais apreendidos, visando à completa responsabilização criminal dos envolvidos e à identificação de eventuais outros integrantes da organização criminosa.

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