Economia & Negócios / Economia
Desemprego atinge menor nível da história em 2025 e 19 estados registram recorde de baixa
Taxa média nacional fecha o ano em 5,6%, enquanto informalidade ainda atinge 38,1% dos trabalhadores
Luis Gustavo, Da Redação*
Dezenove estados e o Distrito Federal encerraram 2025 com a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No consolidado nacional, a taxa média de desemprego ficou em 5,6%, o menor índice já registrado na série histórica.
A Pnad Contínua avalia o comportamento do mercado de trabalho entre pessoas com 14 anos ou mais, considerando todas as formas de ocupação — com ou sem carteira assinada, temporários e trabalhadores por conta própria. Pelos critérios do instituto, é considerada desocupada apenas a pessoa que procurou emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa. Ao todo, são visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
Mínimas históricas nos estados
As unidades da federação que alcançaram as menores taxas de desemprego da série foram:
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Mato Grosso: 2,2%
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Santa Catarina: 2,3%
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Mato Grosso do Sul: 3%
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Espírito Santo: 3,3%
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Paraná: 3,6%
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Rio Grande do Sul: 4%
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Minas Gerais: 4,6%
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Goiás: 4,6%
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Tocantins: 4,7%
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São Paulo: 5%
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Paraíba: 6%
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Ceará: 6,5%
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Pará: 6,8%
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Maranhão: 6,8%
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Distrito Federal: 7,5%
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Amapá: 7,9%
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Sergipe: 7,9%
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Rio Grande do Norte: 8,1%
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Amazonas: 8,4%
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Bahia: 8,7%
Apesar de não ter registrado queda em relação ao ano anterior, Rondônia fechou 2025 com 3,3%, o quarto menor índice do país. O recorde estadual é de 3,1%, alcançado em 2023.
Entre os estados que atingiram mínimas históricas em 2025, apenas o Amazonas não apresentou redução frente a 2024, repetindo a taxa de 8,4%.
Ranking nacional
Das 27 unidades da federação, 12 ficaram abaixo da média nacional (5,6%) e 15 acima. Três estados do Nordeste concentram as maiores taxas de desocupação, com destaque para o Piauí (9,3%).
O ranking completo confirma Mato Grosso como o estado com menor desemprego do país (2,2%) e o Piauí com a maior taxa (9,3%).
Informalidade ainda é desafio
Apesar da queda no desemprego, a informalidade permanece elevada. O país encerrou 2025 com índice de 38,1% de trabalhadores informais. Dezoito estados ficaram acima dessa média, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.
O Maranhão lidera com 58,7%, seguido por Pará (58,5%) e Bahia (52,8%). Na outra ponta, Santa Catarina (26,3%) e o Distrito Federal (27,3%) apresentam os menores níveis de informalidade.
Trabalhadores informais não contam com garantias como cobertura previdenciária, 13º salário, férias remuneradas e seguro-desemprego.
Rendimento acima da média
O IBGE aponta ainda que o Distrito Federal e oito estados fecharam o ano com rendimento médio mensal acima da média nacional, que ficou em R$ 3.560.
O Distrito Federal lidera com ampla vantagem, alcançando R$ 6.320, resultado influenciado pela forte presença de servidores públicos. Na sequência aparecem São Paulo (R$ 4.190), Rio de Janeiro (R$ 4.177), Santa Catarina (R$ 4.091) e Paraná (R$ 4.083).
Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, a mínima histórica registrada em 2025 “decorre do dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionado pelo aumento do rendimento real”. *Com informações da Agência Brasil.
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