Rússia bloqueia WhatsApp e promove aplicativo estatal MAX

Medida amplia controle sobre comunicação digital e gera alertas sobre privacidade e vigilância

Luis Gustavo, Da Redação*


A Rússia bloqueou completamente o acesso ao aplicativo de mensagens WhatsApp, alegando descumprimento da legislação local. O governo russo passou a promover o aplicativo nacional MAX como alternativa para os quase 100 milhões de usuários no país.

 

A proibição marca mais um capítulo da pressão contra a Meta, empresa proprietária do WhatsApp. Segundo autoridades russas, o aplicativo estaria sendo utilizado para organizar atos terroristas. Críticos, no entanto, afirmam que o governo busca controlar a comunicação digital e classificar como terrorismo ações de oposição ao regime.

Diferenças de privacidade e segurança

A principal diferença entre os aplicativos está na criptografia. O WhatsApp utiliza criptografia de ponta a ponta, permitindo que apenas remetente e destinatário tenham acesso ao conteúdo das mensagens. Já o MAX, controlado pela estatal Gazprom Media, utiliza criptografia de transporte, o que permite que mensagens sejam abertas, lidas e armazenadas em servidores antes de chegar ao destinatário.

 

Especialistas alertam que essa característica levanta preocupações sobre vigilância e privacidade. Enquanto o WhatsApp não pode responder a ordens judiciais russas por ter sede nos Estados Unidos, o MAX, com sede em Moscou, pode oferecer acesso direto do governo às comunicações dos usuários. O governo russo nega vigilância, mas especialistas contestam essa afirmação.

Histórico de restrições

O bloqueio segue a linha de outras proibições contra plataformas da Meta, como Facebook e Instagram, banidos na Rússia desde 2022. O WhatsApp havia permanecido disponível por ser considerado apenas um aplicativo de mensagens.

 

O MAX já vem pré-instalado em novos celulares vendidos no país, o que dificulta que usuários escapem do ecossistema controlado pelo governo. Para milhões de usuários, resta buscar alternativas ou aceitar um sistema em que a privacidade das comunicações não é garantida. *Com informações da CNN.

Cobertura do Jornal da Nova

Quer ficar por dentro das principais notícias de Nova Andradina, região do Brasil e do mundo? Siga o Jornal da Nova nas redes sociais. Estamos no Twitter, no Facebook, no Instagram, Threads e no YouTube. Acompanhe!


Comentários