EUA e China travam corrida espacial de olho na Lua; veja quem está ganhando

Primeira disputa aconteceu durante a guerra fria, conheça inovações do país norte americano e da União Soviética; Brasil busca espaço entre atores espaciais, mas enfrenta desafios

Por CNN Brasil


Após décadas de disputa entre a União Soviética e os Estados Unidos, a corrida espacial ganha novo contorno com o avanço militar e econômico da China, que virou protagonista da disputa atual.

Desde o começo, o espaço é considerado um novo território da guerra. Após os conflitos na terra, água e ar, grandes potências enxergavam o infinito espacial como um novo cenário militar. Atualmente, não é diferente, apesar da característica científica de exploração e união de pessoas em torno do avanço da sociedade.

"Um aspecto central da capacidade militar no espaço hoje é o desenvolvimento de armas antissatélites. Tratam-se de mísseis balísticos capazes de atingir e destruir satélites para 'cegar' o inimigo durante um conflito. Até o momento, Estados Unidos, China, Rússia e Índia são os países que já testaram essa tecnologia com êxito, estabelecendo o marco principal do poder militar espacial contemporâneo", aponta Ronaldo Carmona, professor de geopolítica da Escola Superior de Guerra e pesquisador sênior do Centro Brasileiro de Relações Internacionais.

A China está em disputa direta com os Estados Unidos para definir qual potência irá colocar os pés na Lua, após mais de 50 anos da última vez que o ser humano esteve por lá, em 1972, com o programa Apollo 17. O país oriental, por meio da CNSA (Administração Espacial Nacional da China) espera que a missão seja concluída até 2030, prazo similar ao do Artemis II, programa americano.

A disputa entre os dois países está indefinida, mas acirrada, assim como aconteceu durante a Guerra Fria. Ao mesmo tempo em que os Estados Unidos, por meio da empresa Space X, revolucionaram a reutilização de foguetes, a China fez o primeiro pouso de uma sonda no lado oculto da Lua.

O plano dos Estados Unidos para voltar a Lua, envolve o Starship, que pretender ser o maior sistema de foguete da história, porém há dúvidas sobre a execução do projeto, por parte das próprias autoridades norte-americanas, que o plano irá funcionar.

"Esse é um plano que nenhum administrador da Nasa, que eu tenha conhecimento, teria selecionado se tivesse tido a escolha", disse Bridenstine, administrador da Nasa (Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço) durante o primeiro mandato do Presidente Donald Trump.

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