Economia & Negócios / Economia
Empregos formais crescem em 2025, mas ritmo desacelera no Brasil
Saldo de vagas com carteira assinada cai quase 24% em relação a 2024, segundo dados do Caged
Luis Gustavo, Da Redação*
A criação de empregos formais desacelerou no Brasil em 2025, pressionada pelos juros elevados e pela perda de ritmo da economia. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que foram abertas 1.279.498 vagas com carteira assinada ao longo do ano, uma queda de 23,73% em relação a 2024, quando o saldo havia sido de 1.677.575 postos.
O indicador do Caged mede a diferença entre admissões e demissões e passa por ajustes periódicos, quando empresas entregam informações fora do prazo ou retificam dados anteriores.
Dezembro negativo
Apenas em dezembro, tradicionalmente marcado por demissões, foram fechadas 618.164 vagas formais, volume 11,29% maior que o registrado no mesmo mês de 2024. O resultado foi o pior para meses de dezembro desde 2020, considerando a metodologia atual do Caged.
Setores com saldo positivo
Apesar da queda no ritmo, todos os cinco grandes setores da economia registraram criação líquida de empregos em 2025. O setor de serviços liderou, com 758.355 vagas, seguido por comércio (247.097), indústria (144.319), construção civil (87.878) e agropecuária (41.870).
Nos serviços, o destaque ficou para informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, que abriram 318.460 postos, além de educação, saúde e serviços sociais, com 194.903 vagas. Na indústria, a indústria de transformação liderou com 114.127 contratações líquidas.
Desempenho regional e estadual
Todas as regiões do país tiveram saldo positivo. O Sudeste liderou com 504.972 vagas, seguido pelo Nordeste (347.940), Sul (186.126), Centro-Oeste (149.530) e Norte (90.613).
Entre os estados, São Paulo (+311.228), Rio de Janeiro (+100.920) e Bahia (+94.380) registraram os maiores saldos. Já Tocantins (+7.416), Acre (+5.058) e Roraima (+2.568) tiveram os menores resultados.
Os dados indicam que, apesar da continuidade na geração de empregos, o mercado de trabalho sentiu o impacto do cenário econômico mais restritivo ao longo de 2025. *Com informações da Agência Brasil.
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