Economia & Negócios / Economia
Bolsa mantém euforia e volta a renovar recorde; dólar segue em queda nesta quarta-feira (3)
O clima é favorável, entre outros fatores, devido a repercussão da conversa telefônica entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump
Luis Gustavo, Da Redação*
O clima de otimismo continuou tomando conta do mercado financeiro nesta quarta-feira (3). Um dia após superar pela primeira vez os 161 mil pontos, o Ibovespa renovou o recorde histórico, enquanto o dólar manteve trajetória de queda e atingiu novamente o menor patamar em duas semanas.
O principal índice da B3 encerrou o pregão ontem (2) aos 161.092 pontos, consolidando o novo recorde. Mesmo com oscilações durante o dia, o mercado mantém o tom positivo hoje (3), sustentado pelos mesmos fatores que impulsionaram a alta. Na semana, a bolsa acumula valorização de 1,27%, e no ano já avança 33,93%.
O dólar comercial também teve um dia de alívio. A moeda norte-americana fechou vendida a R$ 5,33, queda de 0,52%, renovando o menor valor desde 18 de novembro. A cotação chegou a operar estável pela manhã, mas voltou a cair, acompanhando o movimento global de enfraquecimento da moeda dos Estados Unidos.
A manutenção do bom humor nos mercados reflete o ambiente externo favorável. As taxas dos títulos do Tesouro dos EUA seguiram em queda, alimentando as apostas de que o Federal Reserve poderá anunciar corte de juros já na reunião da próxima semana — cenário que estimula a migração de investidores para ativos de maior risco.
No Brasil, segue repercutindo positivamente a aprovação no Senado do projeto que eleva a taxação sobre fintechs e empresas de apostas esportivas, vista como importante para o equilíbrio fiscal em 2026. O mercado também continua avaliando o resultado da produção industrial de outubro, que subiu 0,1%. Apesar de abaixo das projeções, o dado reforçou a expectativa de que o Banco Central pode iniciar um ciclo de redução da taxa Selic em janeiro.
Outro fator que mantém o clima favorável é a repercussão da conversa telefônica entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, divulgada na véspera. Em declaração feita na Casa Branca, Trump elogiou Lula e afirmou “gostar dele”, gesto que ajudou a reduzir tensões entre Brasília e Washington e contribuiu para fortalecer o apetite dos investidores pelo mercado brasileiro. *Com informações da Agência Brasil.
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