Nacional & Geral / Geral
Moradores encontram cerca de 60 corpos após operação policial no Complexo da Penha
Caso os novos registros não estejam entre os contabilizados oficialmente, número de mortos pode chegar a 130 na ação mais letal da história do Rio de Janeiro
Luis Gustavo, Da Redação*
Cerca de 60 corpos foram localizados e retirados por moradores de uma área de mata no Complexo da Penha, na madrugada e manhã desta quarta-feira (29), um dia após a Operação Contenção, deflagrada pelas forças de segurança do Estado do Rio de Janeiro. Os corpos foram reunidos na Praça São Lucas, no centro da comunidade, e, segundo relatos, não fazem parte da contagem oficial de 64 mortos divulgada na terça-feira — 60 suspeitos e quatro policiais.
Leia também
| Maior operação da história do Rio de Janeiro deixa 64 mortos no Complexo do Alemão
| Rio amanhece em estágio de normalidade após dia de caos
O Corpo de Bombeiros iniciou, ainda nesta manhã, a retirada dos corpos da Penha. A comunidade aguarda a chegada de equipes do Instituto Médico-Legal (IML) para realizar a remoção formal e identificação das vítimas.
De acordo com o ativista e morador do complexo, Raul Santiago, que fez uma transmissão ao vivo nas redes sociais, o cenário é de “uma chacina que entra para a história do Rio de Janeiro, do Brasil e marca com muita tristeza a realidade do país”. A pedido de familiares, os corpos foram expostos para registro da imprensa antes de serem cobertos com lençóis.
Durante a noite de terça-feira, outros seis corpos foram encontrados em uma área de mata no Complexo do Alemão e levados para o Hospital Getúlio Vargas. Caso não haja duplicidade nos registros, o número total de mortos pode chegar a 130, o que reforça a classificação da Operação Contenção como a mais letal já realizada pelas forças de segurança do estado.
A Polícia Militar foi procurada para comentar o novo levantamento, mas ainda não se pronunciou oficialmente sobre a descoberta dos corpos adicionais.
O governo do estado mantém a posição de que a operação, realizada de forma conjunta entre as polícias Civil e Militar, foi “a maior da história do Rio de Janeiro”, com o objetivo de conter a expansão de facções criminosas e recuperar áreas dominadas por grupos armados.
Enquanto as investigações seguem, familiares das vítimas e organizações de direitos humanos cobram transparência e apuração independente sobre as mortes ocorridas durante e após a ação policial. *Com informações da Agência Brasil.
Cobertura do Jornal da Nova
Quer ficar por dentro das principais notícias de Nova Andradina, região do Brasil e do mundo? Siga o Jornal da Nova nas redes sociais. Estamos no Twitter, no Facebook, no Instagram, Threads e no YouTube. Acompanhe!






