PF deflagra operação em MS e em mais 3 estados contra esquema milionário de tráfico aéreo

Ação cumpriu 42 mandados judiciais em São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso; grupo movimentou mais de R$ 160 milhões

Da Redação


A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23), a "Operação Red Flag", que investiga um esquema milionário de tráfico de drogas transportadas por via aérea. A ação cumpriu 33 mandados de busca e apreensão, 8 de prisão preventiva e 1 de prisão temporária em quatro estados: São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

As investigações tiveram início há cerca de um ano, após a identificação de um piloto da região de Araçatuba (SP) suspeito de ser responsável pelo transporte de drogas em aeronaves a serviço de uma organização criminosa interestadual.

Segundo a PF, as aeronaves eram preparadas em oficinas e hangares de Birigui (SP), de onde partiam carregadas com drogas para outros estados.

O grupo possuía estrutura complexa e hierarquizada, com núcleos de logística aérea e terrestre, além de setores de gerenciamento financeiro e assessoria jurídica voltados à ocultação de bens e valores obtidos com o tráfico.

Carga milionária e movimentação suspeita

Em apenas uma das operações criminosas, no final de 2024, os investigados transportaram quase uma tonelada de cocaína em aeronaves agrícolas no interior do Paraná.

A apuração também revelou movimentações financeiras superiores a R$ 160 milhões, distribuídas entre contas bancárias de pessoas físicas, empresas de fachada e terceiros, utilizadas para dissimular a origem e o destino dos recursos ilícitos.

A "Operação Red Flag" contou com o apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Estado de São Paulo, Núcleo Araçatuba.

As medidas cautelares foram decretadas pela Justiça Estadual de Birigui (SP), com foco na desarticulação financeira do grupo criminoso e no bloqueio de ativos obtidos por meio do tráfico internacional de drogas.

De acordo com a PF, a operação marca uma das maiores ações recentes de repressão ao tráfico aéreo de drogas no país, especialmente por envolver pilotos profissionais, empresas de aviação e lavadores de dinheiro.

As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e ampliar o rastreamento patrimonial dos integrantes da organização.

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