Nacional & Geral / Meio Ambiente
Amazônia pode perder quase 3 bilhões de toneladas de carbono até 2030, alerta estudo
Levantamento mostra que falta de controle sobre desmatamento ameaça papel do bioma no combate à crise climática
Luis Gustavo, Da Redação*
A Amazônia poderá deixar de capturar até 2,94 bilhões de toneladas de carbono até 2030 se os países amazônicos não intensificarem o combate ao desmatamento, segundo levantamento da Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (RAISG), divulgado nesta quinta-feira (23).
Mesmo com a manutenção das políticas ambientais atuais, a perda ainda seria significativa — 1,1 bilhão de toneladas nos próximos cinco anos. O estudo, que analisou dados de Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela, mostra que os territórios indígenas e áreas protegidas concentram 61% do carbono florestal armazenado na Amazônia e são decisivos para conter o aquecimento global.
A RAISG alerta que, sem reforço nas políticas de proteção e valorização dos povos indígenas, a floresta pode deixar de ser um aliado climático e se tornar uma fonte de emissões. Desde 1985, 88 milhões de hectares de florestas amazônicas foram convertidos em terras agropecuárias, urbanas e mineradoras, enfraquecendo a capacidade de absorção de carbono.
Os pesquisadores recomendam eliminar o desmatamento e as queimadas, além de estimular economias de baixo carbono e integrar saberes científicos e tradicionais na gestão do bioma.
Segundo a rede, cada tonelada de carbono preservada na floresta representa um investimento no futuro do planeta. Sem ação, o colapso ambiental na região amazônica poderá acelerar a emergência climática global. *Com informações da Agência Brasil.
Cobertura do Jornal da Nova
Quer ficar por dentro das principais notícias de Nova Andradina, região do Brasil e do mundo? Siga o Jornal da Nova nas redes sociais. Estamos no Twitter, no Facebook, no Instagram, Threads e no YouTube. Acompanhe!





